Mitologia Grega – Fênix o mito da imortalidade

Oi Gente

Entre um dos assuntos que gosto de ler e dividir aqui com você se refere aos mitos gregos, por entender que eles podem, de certa forma,  nos fazer pensar e fazer algumas associações sobre o que a cultura traz de significações embasadas na mitologia.

Do que nos fala o mito da famosa fênix? …

No antigo Egito Fênix era conhecida como a ave de nome Bennu que estava relacionada ao culto do deus sol. 

Ovídio, nascido no ano 43 a.C., apesar de ser educado para assumir grandes cargos na vida pública, foi a poesia que lhe despertou seu maior interesse e na companhia de grandes poetas de seu tempo como Horácio e Virgílio. Quando completou 50 anos, Ovídio deixa a vida confortável de Roma e recebendo a ordem de viver em Tomi, à margem do Rio Negro, onde ali se encontrava o povo bárbaro, passou os últimos 10 anos de sua existência “devorado pelo sofrimento e pela ansiedade”. p. 294

As obras “metamorfose” e os “fastos”, consideradas as duas grandes obras de Ovídio, são poemas mitológicos (…) “a rica mitologia da Grécia ofereceu a Ovídio, como ainda pode oferecer ao poeta, ao pintor e ao escritor, os materiais para sua arte”, assim um escritor moderno se refere a esses poemas.  p. 294

Por que fazer essa pequena introdução sobre Ovídio? Porque foi ele que falou sobre a Fênix, o mito da Fênix da maneira abaixo. 

A Fênix, segundo Ovídio

“A maior parte dos seres nasce de outros indivíduos, mas há uma certa espécie que se reproduz sozinha. Os assírios chamam-na de fênix. Não vive de frutos ou flores, mas de incenso e raízes odoríferas. Depois de ter vivido quinhentos anos, faz um ninho nos ramos de um carvalho ou no alto de uma palmeira. Nele ajunta cinamomo, nardo e mirra, e com essas essências constrói uma pira sobre a qual se coloca, e morre, exalando o último suspiro entre os aromas. Do corpo da ave surge um jovem Fênix, destinada a viver tanto quanto a sua sucessora. Depois de crescer e adquirir forças suficientes, ela tira da árvore o ninho (seu próprio berço e sepulcro de seu pai) e leva-o para a cidade de Heliópolis, no Egito, depositando-o no templo do “Sol”. p. 295

Segundo Tácito, um historiador filósofo, continua a falar sobre a Fênix: “O primeiro cuidado da jovem ave, logo que se empluma e pode confiar em suas asas, é realizar os funerais do pai. Esse dever, porém, não é executado precipitadamente. A ave ajunta uma certa quantidade de mirra e, para experimentar suas forças, faz frequentes excursões, carregando-a nas costas. Quando adquiri confiança suficiente em seu próprio vigor, leva o corpo do pai e voa com ele até o altar do Sol, onde o deixa para ser consumido pelas chamas odoríferas”.

A Fênix é comparada ao tamanho de uma águia e diziam que podia voar até as estrelas. Fênix, essa ave lendária, além do Egito e da Grécia, também na China ela se fez presente. A crença de que a ave renasce das suas próprias cinzas tinha o significado da imortalidade, perpetuação e ressurreição.

O mito de Fênix também relacionado ao movimento do sol, onde a cada dia o sol se põe, como se fosse a sua morte, renascendo novamente no dia seguinte.

“Na China antiga a Fênix foi representada como um ave maravilhosa e transformada em símbolo de felicidade, da virtude, da força, da liberdade, da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas: púrpura, azul,vermelha, branca e dourada”. 

Por ser um mito que inspira a imortalidade, força, poder e esperança a imagem da Fênix é utilizada em várias tatuagens e, para citar algumas curiosidades, ela está presente na Bandeira da cidade de São Francisco, por estar relacionada ao símbolo de renovação, após o sismo acontecido em 1906, onde devastou a cidade. Além de São Francisco, também Atlanta apresenta um selo em sua bandeira.

Em 2010, quando acidente na mina San José, onde foram resgatados 33 mineiros de uma grande profundidade, a cápsula que os retirou de lá foi, também, chamada de Fênix, por fazer o paralelo com a ave que renascia das cinzas.

Esse mito pode nos trazer várias interpretações, mas principalmente de otimismo, no sentido de que a cada dia pode-se renovar as esperanças, assim como o sol que se põe e aparece novamente trazendo os desafios de mais um dia. Pode também se referir ao renascer das cinzas, que é possível reiniciar mesmo que se chegue a situações que não se vê mais saída, ao vôo do filho fora do ninho dos pais, a voar como uma águia, a força para suportar os desafios e sofrimentos que nos são apresentados.

Era isso por hoje.

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Um abraço.

Referências:

BULFINCK, T. – O Livro de Ouro da Mitologia – História de deuses e heróis. Tradução: David Jardim – Ed. Agir – Rio de Janeiro, 2014

https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix