Eu visitei o Museu do Ipiranga. Valeu a pena a experiência?

Eu visitei o Museu do Ipiranga. Valeu a pena a experiência?

Tempo de leitura 5 min.

Oi Gente

Quem aí também ama turistar e respirar cultura? 🏛️ Hoje quero contar como foi a minha

experiência visitando o Museu do Ipiranga (que fica na Rua dos Patriotas, 100, em São

Paulo). Já adianto que foi surpreendente!”

Quem me conhece sabe que amo visitar museus. Afinal, revisitar o passado através das

exposições pelo mundo afora nos permite refletir sobre a história da humanidade. É uma

forma de entender os caminhos trilhados para chegarmos até onde estamos hoje.

Confesso que, logo na chegada, me deu um orgulho enorme de ser brasileira! 🇧🇷 É

maravilhoso ver o nosso país realizando projetos tão bonitos e bem estruturados.

Fiquei genuinamente surpreendida com a imponência do lugar, a perfeição dos jardins e a

organização impecável de todo o complexo.

entrada na lateral do Museu e logo se depara com um lindo jardim

Estava com o meu filho e uma amiga dele nessa visita, e entramos por esse lado do parque.

A grandiosidade do lugar nos encantava a cada passo! Sabe aquela sensação boa?

Tínhamos acabado de sair do trânsito caótico e agitado de SP, e bastou acessar esse espaço

para uma paz enorme tomar conta da gente.

A maquete do Museu está bem na entrada do Museu

Você sabia que quando o Museu do Ipiranga foi inaugurado, ele tinha outro nome? Ele abriu

as portas no dia 7 de setembro de 1895 batizado de Museu Paulista, com um acervo muito

focado em história natural.

E a história por trás do monumento é ainda mais surpreendente. A Proclamação da

Independência aconteceu em 1822 ali mesmo, no Riacho do Ipiranga. Mas o ato de D. Pedro I

quase passou batido!

Naquele momento, o evento não teve grande repercussão na imprensa

e nem na Corte do Rio de Janeiro. O reconhecimento do local como o grande marco do país

só veio bem mais tarde.

1882 “Pedra Fundamental do futuro Museu”

Você sabia que o monumento demorou anos para sair do papel? Em setembro de 1823,

membros do Governo da Província de São Paulo já discutiam a criação de um monumento

para registrar o Grito da Independência. Porém, o Parlamento só aprovou o 7 de setembro

como festa nacional em 1826.

A ideia de erguer um edifício imponente foi postergada por décadas.

A reviravolta aconteceu entre 1885 e 1890, quando o tema começou a ganhar grande

destaque nas propagandas republicanas. Foi a partir daí que a “questão do Ipiranga”

finalmente saiu dos debates e virou um projeto de verdade.

Campo do Ipiranga-1893 – Antonio Parreiras

O arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi foi o grande responsável por esse projeto

imponente. A construção começou em 1885, resultando em um edifício imenso que conta

com 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade.

O prédio foi construído no estilo eclético e teve como base o modelo clássico de um palácio

renascentista europeu.

Foto da fachada do Museu do Ipiranga

Você sabia que ele é o mais antigo museu da cidade de São Paulo? Além do nome popular

de Museu do Ipiranga, ele também é conhecido oficialmente como Museu Paulista ou Museu

Paulista da Universidade de São Paulo (USP).

Foto que tirei bem no início do passeio interno.

Um dos pontos altos da modernização do museu é a acessibilidade. Achei sensacional ver o

espaço preparado para receber pessoas com deficiência visual, incluindo descrições em

Braille para que todos possam vivenciar a história de forma inclusiva. Veja o exemplo abaixo.

.

Quadro o Indio Tibiriça e seu neto – 1934

Assim que você inicia o passeio pelo museu, você se depara com a imponente tela “Cacique

Tibiriçá e neto”, uma pintura a óleo do artista José Wasth Rodrigues. O tamanho

impressiona: são 231 centímetros de altura por 145 de largura!

Para dar contexto histórico à obra, Tibiriçá foi o importante líder da tribo Guaianá que

habitava a região paulista durante a chegada dos colonizadores, tornando-se peça

fundamental na fundação de São Paulo. Ele selou uma forte aliança com o explorador

português João Ramalho — que veio a se casar com sua filha Bartira. O garotinho retratado

ao lado do líder indígena na pintura é um de seus netos, fruto dessa união.

O cacique faleceu no natal de 1562 e seus restos mortais repousam na cripta da Catedral da

Sé. Na composição da tela, o artista o representou com lança e cocar, trazendo uma capela

ao fundo e um adorno no pescoço muito semelhante ao colar de João Ramalho, que também

ganhou um retrato pelas mãos de Wasth Rodrigues na mesma época.

Abaixo a informação em Braille.

Como acontece nos grandes centros de cultura pelo mundo, visitar o Museu do Ipiranga é

uma oportunidade única de mergulhar fundo na história do nosso país. Estar ali nos dá a

chance incrível de ver de perto inúmeras obras de arte que, provavelmente, a maioria de nós

só conhecia por fotos nos livros de história da escola

Se tem um lugar que impressiona de verdade nessa visita, é o Salão para Celebrar a

Independência! Eu sempre vi essa imagem nos livros da escola, mas confesso que fiquei

chocada com a escala real da obra de perto. A tela é simplesmente monumental e retrata o

nosso marco histórico com uma imponência única. Para você ter uma ideia de como é o

espaço, veja a foto abaixo. E para entender o tamanho real do quadro em comparação com

uma pessoa, dê uma olhada nessa outra foto minha logo em frente a ele.

Que obra mais linda e que tamanho

Fatos e Curiosidades sobre o Salão Nobre:

  • O Quadro Icônico: É neste salão que fica a gigantesca e famosa tela “Independência
  • ou Morte” (de Pedro Américo, pintada em 1888). Ela ocupa uma parede inteira e
  • impressiona qualquer visitante pelo tamanho real (são mais de 4 metros de altura por 7 de largura!).
  • Os Detalhes da Pintura: Uma curiosidade que os leitores adoram saber é que a cena do quadro é uma “versão idealizada e heroica”. Na realidade histórica, D. Pedro I não estava em um cavalo imponente (ele usava uma mula de carga, mais adequada para subir a serra do mar) e as roupas da comitiva eram simples, de viagem, e não uniformes de gala.
  • Arquitetura do Salão: Além das pinturas, o próprio teto, as decorações em ouro, os detalhes em gesso e os grandes espelhos e janelas francesas fazem o visitante se sentir dentro de um palácio europeu.


Quando se decide visitar um museu, sou da opinião de que você deve reservar um tempo

generoso para isso. Só assim é possível sair do local com uma experiência verdadeiramente

transformadora. Afinal, a gente precisa de tempo para ler os contextos, admirar a arte e

aprender sobre algo que nos chamou a atenção. Você concorda com essa visão?

Eu fiz tantos registros lindos e descobri tantas outras curiosidades sobre as salas de

exposição, o mirante e a área externa que decidi preparar um segundo post detalhando tudo

isso para você. Assim, mostro com calma cada cantinho nas próximas fotos!

Para você já ir se planejando para conhecer esse lugar incrível, aqui vão as informações

práticas para a sua visita:

Ingressos: O valor da inteira é de R$ 30,00 e a meia-entrada custa R$ 15,00.


Dica de Economia: Se quiser economizar, a entrada é totalmente gratuita todas as

quartas-feiras e também no primeiro domingo de cada mês (mas chegue cedo, pois

costuma ser mais concorrido!).


Onde fica: Como mencionei no início, o endereço oficial é Rua dos Patriotas, 100 – Ipiranga,

São Paulo.

Fique de olho aqui no blog para não perder a segunda parte do nosso passeio pelo Museu do

Ipiranga!

Aproveite para dar uma olhadinha em alguns museus que já visitei no Brasil e exterior:

museu Ballenberg

Irlanda – Museu de James Joyce

Boston – Vale a pena visitar o Museu de Belas Artes?

Paris – Visita ao Museu d’Orsay

museu harvard

EUA – Museu Submarino Soviético em San Diego

Como foi visitar o Museu de Freud em Londres?

Museu da Baronesa- Um passeio imperdível em Pelotas – RS

Por hoje é isso! Muito obrigada por visitar o meu blog. Você é sempre uma pessoa muito

bem-vinda por aqui.

Um grande abraço e até o próximo post!

Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Ipirang

museudoipiranga.org.br

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