Quem foi o grande amor de Rodin?

Oi Gente

Hoje trouxe aqui para você um pequeno resumo de um romance e, segundo alguns historiadores,  o grande amor de Rodin. Um dos grandes romances desse período conhecido como Belle Époque (Bela Época), um período de grande avanços em todas as áreas do conhecimento, bem como uma época da sofisticação onde, seguindo a onda das grandes transformações culturais, era como se tudo fosse permitido, uma nova forma de pensar e viver a vida.

A história do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin é um dos grandes e conhecidos romances da nossa história. Amores proibidos que despertam grandes paixões podendo, as vezes,  ser o desencadeador de uma “loucura”, causando sofrimentos que poderão levar aos mais indesejados fins. Embora o que a maioria das pessoas esperam de um romance é o famoso “final feliz”, nem sempre é assim que acontece na realidade em inúmeros encontros em nome do amor.

Camille Claudel x Auguste Rodin

Camille Claudel foi escultora e artista gráfica Francesa, irmã do famoso poeta francês Paul Claudel,  e Auguste Rodin, famoso escultor francês, se conheceram no ano de 1882. Ela uma jovem inteligente, bonita e solteira com apenas 18 anos e ele um adulto  escultor, considerado pai da escultura moderna, e casado, na época com 42 anos. 

Rodin foi até o Ateliê de Camille, a qual dividia com algumas amigas inglesas,  para dar alguns conselhos, convidado por um amigo. Assim que chegou lá, ao se deparar com a jovem, ficou encantado como se fosse o “famoso amor a primeira vista”.

Mais tarde, no ano de 1884, Camille se tornou sua aluna, assistente e também amante. O fato de Camille ser uma escultora, jovem, bonita e inteligente chamou muito a atenção de Rodin que, provavelmente,  ali estava alguém como ele.

Rodin era casado com Rose Bouret há 30 anos, uma mulher simples, caprichosa e uma boa dona de casa, daquela que o esperava todas as noites com o jantar pronto e a mesa bem colocada. Além de servi-lo em casa, as vezes, posava como modelo no ateliê de Rodin, sendo considerada sua companheira de toda a vida.

Camille, uma jovem talentosa, tinha que conviver com o preconceito de sua época contra artistas e mulher em uma sociedade machista. Passado algum tempo, foram 15 anos de relacionamento, o romance entre Camille e Rodin começa a sofrer alguns atritos, pois Camille, impetuosa, exigente e escandalosa solicitava a Rodin que largasse a esposa para assumi-la, o que não aconteceu. Camille sofre um aborto em 1892 e termina o seu relacionamento intimo com Rodin, apesar de continuar a vê-lo até 1898.

Camille deixa o ateliê de Rodin para que possa deixar de ser apenas uma assistente e se dedica a esculpir miniaturas, como que para diferenciar de Rodin,  que acabou se tornando um diferencial da artista.  A sua saída do ateliê entristeceu Rodin que sempre a defendia, sem contudo não atender ao que Camille mais queria. Vale lembrar que, embora havia os avanços em todas as áreas, uma separação não era lá tão bem vista perante a sociedade e Rodin não queria manchar a sua imagem.

Camille não conseguia financiar as suas próprias obras, as quais muitas delas foram realizadas com ajuda financeira de seu pai e pelo próprio Rodin que acabava levando os créditos por algumas obras feitas em conjunto. Com a morte de seu amado pai, o qual incentivava e financiava o percurso de sua filha, seu irmão e mãe, com o controle das finanças, não mais a ajudavam financeiramente, levando a artista a viver de favores. Com poucas peças negociadas, por não estar dentro dos padrões artísticos da época, levou Camille mais tarde a verdadeira ruína.

A idade da maturidade – Camille Claudel – 1898 – 1903

O romance foi rompido e Camille sofreu muito com essa situação e  criou então uma escultura “a idade da maturidade” onde, qualquer pessoa poderia ver que se tratava de uma obra autobiográfica, ou seja, onde retratou a preferencia de Rodin por uma “velha” ao lugar de uma jovem.

A valsa realizada entre 1883 a 1901 de Camille Rodin

O abandono de Camille Claudel – 1886

Em algumas de suas obras, é notório a exposição de Camille Claudel, através de sua arte, sobre a correlação de sua história de amor com Rodin. 

Embora Rodin a defendesse, não gostou muito da idéia de expor, através daquela escultura a sua imagem. Afinal a grande exposição de 1900 em Paris foi um dos pontos altos desse período da Belle Époque, onde milhares de pessoas de todos os cantos do mundo vieram a Paris para conhecer esse grande momento das revoluções culturais/artísticas que estavam passando nessa época e foi mais uma oportunidade para que as obras de Rodin fossem admiradas e comercializadas.

Camille, abandonada pela família e sem condições de manter a sua arte, se endividou não podendo mais manter seu ateliê, até porque o mundo da arte negligenciou o seu talento.

Abandonada por Rodin e pela família, Camille foi diagnosticada com esquizofrenia. Historiadores comentam que nessa fase ela teria quebrado e destruído várias de suas esculturas e dizia que Rodin a perseguia querendo matá-la.

Seu irmão Paul Claudel e sua mãe resolvem internar Camille em um manicômio e a mesma ficará por lá durante 30 anos até a sua morte. Embora, em algumas situações, a família era procurada dizendo que Camille poderia estar junto ao convívio da família, essa possibilidade nunca foi atendida. Há quem diga que Paul Claudel, por inveja da genialidade da irmã, teria que deixar afastada para que não competisse com sua notoriedade.

Enfim, A história de amor de Rodin e Camille faz parte de uma série dos grandes romances da história, das quais muitos outros casos semelhantes estão aí divulgados em livros, filmes e seriados. Histórias como essas que se repetem, em vários casos semelhantes, até o nossos dias. Casos como esses, vale a pena questionar até que ponto abrir a mão de um desejo para atender as convocações de uma sociedade com suas regras, muitas vezes hipócritas, vale realmente a pena.

Freud já dizia que “estar apaixonado é estar mais próximo da insanidade do que da razão”.

Se você gosta de saber um pouco sobre alguns artistas que revolucionaram o mundo das artes, já fiz alguns posts por aqui e deixo quatro deles por aqui como sugestão de leitura.

Picasso – Biografia, obras e causa morte de Casagemas

Dica de filme: Frida e uma análise sobre o mesmo

Van Gogh – resumo biografia e sua preferencia pela cor amarela

O Casal Giovanni e Giovanna Arnolfini

 

Era isso por hoje.

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Um abraço.