Maringá – I Jornada do Ato Analítico

Oi Gente

Nessa última sexta e sábado, dias 13 e 14 de março, estive presente junto com mais algumas psicanalistas aqui de Londrina, participando da I Jornada do Ato Analítico, Associação de Psicanálise de Maringá, “Um retorno a Lacan”. Saiba um pouco como foi mais esse evento de psicanálise, com algumas fotos que fiz por lá…

Quando nos propomos a trabalhar em uma área tão séria que trata sobre os desafios dos tratamentos na área da saúde mental, se faz necessário estar participando dos eventos referentes a área, para que possamos nos atualizar cada vez mais sobre assuntos que permeiam a nossa área e os desafios dos profissionais, quanto aos casos que se apresentam na contemporaneidade.

13 de Março – Sexta – Feira

O Evento, na sexta feira, iniciou com uma apresentação artística, já nos convocando para uma reflexão da infância das crianças nos dias de hoje.

Como convidada especial dessa Jornada, esteve presente a Psicanalista, com uma larga experiência na área, Dra Rosa M. Mariotto, veja seu curriculum por aqui, a qual dividiu com os presentes, o que se tem observado na atualidade sobre a questão da constituição do sujeito.

A primeira conferência com Dra Rosa tratou sobre “A gente ainda vira gente? Um retorno ao sujeito”.

Dra Rosa M. Mariotto

Na oportunidade, também aconteceu o lançamento de dois livros da Dra Rosa, “Como a gente vira Gente” e “Desmanual para pais e avós”: os excluídos na educação dos bolinhos de carne”, esse com sua autoria e de Allan Martins Mohr. (fotos abaixo).

Dessa primeira Conferência, queria deixar aqui algo para refletir seriamente, quando o assunto é pensar em trazer um bebê para o mundo: “Quando se deseja ter um bebê, o que acontece com muitos pais na atualidade, há a necessidade de se questionar, também, se há realmente o desejo de serem pais, e pensar sobre o significado e a responsabilidade que essas funções materna e paterna representam”.

Vale lembrar que uma criança não é, simplesmente, mais um produto que se traz para casa para poder mostrar nas redes sociais, ou, ainda, apenas para cumprir os ditos da sociedade.

Os dois livros, lançados pela autora, são de uma linguagem de fácil compreensão para o público leigo nessa área psíquica. Vale a pena gente, principalmente para os pais e avós de primeira viagem.

Como avó de primeira viagem, aproveitei para adquirir os livros, pois ser avó nos dias hoje, equivale a dizer que temos a responsabilidade de colaborar e estar se atualizando quando o assunto é a constituição de um sujeito.

Foi muito debatido no encontro a questão sobre que tipo de infância estão tendo as nossas crianças. Não li os livros, mas dei uma olhadinha e ali, também, apresentam algumas dicas da autora, de como escolher um berçario, quando for o caso, bem como, a escola onde será educado seu filho(a).

14 de março – Sábado

Anne C. Peres, Paulo Victor Bezerra, Valéria Codato (uma das fundadores do Ato Analítico) e Monica Maria Silva ( ALPL ).

A primeira mesa do sábado, foi composta pelos colegas do Ato Analítico, os quais apresentaram bons trabalhos sobre “A especificidade do campo lacaniano”.

Maria Renata Taroco, Diego Luiz M. Fascina, Vivian Rafaella Prestes

A segunda mesa, composta pelos colegas acima na foto, apresentaram – “Objeto a: Desanolamento do Cartel”.

Adriane Mologni, Marta Dalla Torre ( fundadora do Ato Analítico) e Vinicius Romagnolli (PUC)

A terceira mesa, composta pelos colegas acima na foto, apresentaram “Psicanálise nos tempos da constituição subjetiva: infância e adolescência”.

Coloquei essa foto aqui, de um dos slides, do Prof. Vinicius Romagnolli que nos falou sobre algo que observamos na nossa clínica, o fato da falta de conhecimentos dos jovens atuais sobre a historicidade de suas vidas. Ou seja, é preciso falar com os jovens sobre as histórias de família, aproveitar os mais velhos, como se fazia antigamente, para saber sobre os familiares.

A última conferência do Evento foi proferida pela Dra Rosa M. Mariotto, sobre: “É menina, menino ou ..? Gênero e sexualidade na infância.

Soeli Massochin (Maringá), Laudicéia Moreira(Maringá), Maria Gabriela C. Calegari (Londrina), eu, Carolina Moreira (Londrina), Marina (Apucarana).

A foto acima, um momento com as colegas de outros grupos de estudos lacanianos, nos encontros com a Dra Angela Valori, que estiveram presentes nessa Jornada.

Enfim, a cada evento que temos a oportunidade de comparecer, é um momento de muita aprendizagem, troca de experiências, bem como manter os laços com profissionais que amam a sua profissão e se dedicam com seriedade ao tratamento do sofrimento humano.

Quero aproveitar para parabenizar, mais uma vez, os colegas do Ato Analítico, pela promoção de mais um Evento de Estudos sobre a Psicanálise e nossa prática na atualidade, com assuntos pertinentes na contemporaneidade. Como é bom amar e se dedicar a nossa profissão.

Era isso por hoje.

Obrigada pela sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.