Visita as Catacumbas de Paris

Oi Gente

O objetivo do post hoje é dividir aqui com você um pouco sobre essa visita diferente que fiz na minha viagem à Paris, em fevereiro de 2019, nas “Catacumbas de Paris”. Sinceramente, confesso que por estar sozinha estava meio temerosa de entrar nas Catacumbas, mas valeu a pena por toda a sua história que fiquei conhecendo por lá. Saiba um pouco sobre isso por aqui…

Nessa última viagem que fiz a Paris, me chamou a atenção saber que as Catacumbas de Paris, estava próxima do local onde meu marido estaria palestrando e, foi assim que resolvi ir conhecê-la.

Já havia visitado as Catacumbas em Roma, que por sinal é um pouco diferente, mais estreita e não se via tantos ossos como nessa. Mas, as Catacumbas de Paris tem toda uma história em torno dela que achei interessante.

O que são as Catacumbas de Paris?

“São grutas de calcário da época gálico-romana, usadas como ossários, em 1785, onde foram recolhidos milhares e milhares de ossos provenientes dos vários cemitérios da cidade. É bastante provável que aqui estejam os restos (não identificáveis) de tantos protagonistas da Revolução Francesa (como Robespierre, Danton, Saint-Just) atirados para as valas comuns”. pg. 100

Abaixo trago algumas fotos, um vídeo e um pouco sobre a sua história para que você possa ter um idéia do que se trata esse passeio. 

Um pouco sobre sua história

O texto abaixo é uma tradução da história das Catacumbas de Paris, do panfleto que recebi durante a visita no local. ok?

“O ossuário, chamado de Catacumbas, foi criado no final do século XVIII nestas antigas pedreiras subterrâneas do século XV, um lugar conhecido como “Tombe-Issoire”. Os primeiros ossos que se mudaram para cá procedem do cemitério dos Santos Inocentes, no bairro de Halles, naquela época o mais importante de Paris.

De fato, este cemitério fechou suas portas em 1780, a pedido do conselho da cidade, por razões de saúde pública. O serviço das pedreiras, criado por decreto do Conselho do Rei em 4 de abril de 1777 para a proteção e consolidação do subsolo parisiense, foi encomendado para escolher e preparar este lugar para receber o ossuário.

Pouco a pouco, estas antigas pedreiras de calcário receberiam ossos de todos os cemitérios do centro de Paris, principalmente durante o planejamento urbano realizado pelo prefeito Haussmann, até o ano de 1860.

Desde o início do século XIX, as Catacumbas estão abertas ao público e suscitam uma onda de curiosidade que atrai cada vez mais público.

O acesso às galerias é feito por meio de uma escadaria com 130 degraus que desce até 20 metros de profundidade. (no vídeo poderá se ter uma ideia melhor). Esses corredores longos e estreitos copiam o alinhamento dos alicerces da superfície. Há placas que indicam o nome (hoje em dia muitas vezes desapareceu) das ruas abaixo delas.

Todo o conjunto foi chamado naquela época “a duplicata de Paris”. Depois das paredes de reforço que delimitam essas galerias, podemos imaginar a vida subterrânea escavada pelos pedreiros ao longo dos séculos.

Os arquitetos e engenheiros da inspeção geral das pedreiras assinam suas construções no subsolo. Na pedra, o número do pedreiro, suas iniciais e o ano estavam gravados. Graças a estas inscrições podemos acompanhar as consolidações e reformas realizadas desde o final do século XVIII.

Escutei por lá que, em uma determinada época, alguns rapazes resolveram fazer uma festa com convidados bem selecionados em Paris e que seria dentro das Catacumbas. 

A festa, na verdade era um concerto, onde os músicos tocaram  obras como de Wagner: Marcha de Funeral, Marcha Fúnebre de Chopan e outras desse gênero. 

Pelo que entendi os cemitérios de Paris ficaram hiper lotados e, em alguns casos, começou a cair muros e começou a gerar um mal cheiro na cidade, bem como a causar doenças. Era necessário arrumar um lugar para fazer a transferência dos ossos desses cemitérios. 

A transferência desses ossos levaram em torno de 15 dias, com todo o respeito e atividades fúnebres da época.

Uma Reflexão sobre a Morte

Durante a caminhada dentro das Catacumbas, em um determinado espaço, você encontrará algumas placas com dizeres interessantes para que você possa refletir sobre a morte.

 

Informações sobre esse passeio:

Endereço: Avenue du Colonel Henri Rol-Tanguy – 75014 – Paris

Horários: Todos os dias das 10h00 as 20h30 (atentar para alguns feriados)

Metro:

Metro e RER – Denfert-Rochereau (linnhas 4 e 6 RER B).

ônibus – 38 e 68

Duração da visita: em torno de 45 minutos

São em torno de 120 degraus para descer e depois para subir. Não é aconselhável pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca ou respiratória; ou para pessoas com dificuldades de mobilidade. 

Número máximo de pessoas por visita 200. Se o número passar.

Preço:

 

Vídeo

No vídeo falei que o ingresso era 16 euros, não me lembro se paguei 16 agora, devido a algumas taxas, pois achei o ticket e nele consta 13 euros. Mas tá valendo é isso aí.

Achei muito interessante esse passeio. Apesar de estar no início um pouco com receio, achei que valeu muito a pena ter entrado e conhecido as Catacumbas de Paris, não só por ter conhecido um pouco mais da história da cidade, mas também para poder refletir sobre essa questão da finitude do ser humano.

Você já percebeu que, na maioria das vezes quando se fala ou pensa em morte, é comum pensar na morte dos outros, porém devemos lembrar que ela é para todos. E, embora esse assunto não é dos mais agradáveis, acho muito interessante o que Lacan fala sobre isso, algo assim: Se não soubéssemos que a vida tem uma finitude, seria praticamente impossível viver.

Terminando aqui o post, me lembrei de um amigo quando enviei uma foto de lá e ele me perguntou: “Nossa Mari, Paris não tem mais nada interessante para se ver não? “(kkk) 

Era isso por hoje.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

 

 

Referências:

Paris – A Descoberta da Cidade mais bela do mundo – Os Guias de Ouro – Ed. Portuguesa