A ansiedade e seus sintomas

Oi Gente

O objetivo do post de hoje é falar um pouco aqui para você sobre a Ansiedade e seus sintomas.  A forma da ansiedade se manifestar em cada sujeito é singular. Tentei escrever de uma forma mais simples para que se possa entender um pouco sobre a ansiedade que está tão presente nos dias atuais. Saiba um pouco por aqui… 

 

No dia 23/02/2017, foi publicado no Jornal do Estado de São Paulo,  a notícia de que o Brasil já é considerado o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo, o quinto país em casos de depressão e, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), ainda,  divulgou que quase 10% do brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população.

Quando pensamos no número da população brasileira que se encontra atualmente, segundo os dados do IBGE , com 209.016.485 habitantes e embasados nos percentuais acima citados, pode-se dizer que o número de brasileiros que estão passando por algum sofrimento nessas áreas são bem relevantes.

Ao escrever em um blog, sou da opinião que devemos tentar passar uma informação de forma mais simples possível para que a pessoa, que está do outro lado da tela e que aqui nos visita, possa ter uma ideia do que se trata o assunto. Isso não impede que qualquer dúvida você poderá enviar um email e, na medida do possível, tentarei responder ok?

Mas do que se trata afinal essa ansiedade?

Você já deve estar acostumado a escutar por exemplo: Estou muito ansioso; tenho uma ansiedade que parece incontrolável; fulano ou fulana é tão ansiosa; etc.

A palavra ansiar, no dicionário Michaelis ,  nos traz vários sinônimos para definir a palavra ansiar, como por exemplo, para citar algumas: sentir-se mal fisicamente, sentir enjôo, agonia, preocupação, angústia, etc.

“Foi no curso da investigação das neuroses ‘atuais’ que Freud, pela primeira vez, se defrontou com o problema da ansiedade, sendo que suas primeiras apreciações sobre ela serão encontradas em seu primeiro artigo sobre a neurose de angústia (1895b) e no memorando acerca do assunto que enviou a Fliess, provavelmente no verão de 1894 (Freud, 1950a, Rascunho E). Naquela época ele ainda se encontrava em grande parte sob a influência de seus estudos neurológicos e imerso em sua tentativa de expressar os dados da psicologia em termos fisiológicos.”p. 82

O início dos estudos de Freud sobre a ansiedade

Inicialmente, nos estudos de Freud, como médico neurologista, ele procurava estabelecer alguns sintomas que apareciam no sujeito relacionando a fisiologia. Quando, portanto, fez a descoberta clínica de que em casos de neurose de angústia sempre era possível descobrir certa interferência com a descarga de tensão sexual, foi-lhe natural concluir que a excitação acumulada escapava sob a forma transformada de ansiedade. Lembrando, novamente,  que nessa época Freud considerava isso como um processo inteiramente físico sem qualquer interferência de fatores psicológicos.

Percebia que esse acúmulo de excitação que não era descarregada era origem psicológica, o que era mantido em repressão era diretamente transformado em ansiedade. 

No percurso dos seus estudos sobre a ansiedade, onde ela aparece em vários de seus artigos, ele comenta, por exemplo:

Em 1894 – “A ansiedade surge por uma transformação da tensão acumulada”; p.83

Em 1900 – “A ansiedade é um impulso libidinal que tem sua origem no inconsciente e é inibida pelo pré-consciente”; p.83

Em 1907 – “A ansiedade em sonhos de ansiedade como a ansiedade neurótica em geral, decorre da libido pelo processo de repressão”; p. 83

Em 1915 – “Após a repressão, a parcela quantitativa da pulsão instintual – isto é, sua energia, não desapareceu, mas foi transformada em ansiedade”; p. 83

Em 1920 – “Um dos resultados mais importante da pesquisa psicanalítica é essa descoberta de que a ansiedade neurótica se origina da libido, que é uma transformação desta e que, assim, se relaciona com ela da mesma forma que o vinagre com o vinho”. p. 83

Em seus textos posteriores Freud já não fala sobre a ansiedade somente relacionada a libido (entendendo que a libido para psicanálise não é somente relacionada ao sexual, como muita gente faz uso nesse sentido. A libido se refere a pulsão de vida e de morte, dois conceitos desenvolvidos por Freud).

O que é pulsão?

Em 1915, Freud escreve sobre as pulsões e suas vicissitudes, onde vai falar mais profundamente sobre o conceito de pulsão.

A pulsão é de uma ordem de uma força constante, ela está dentro do organismo agindo o tempo todo e está presente em todos os sujeitos e de forma singular, ou seja,  cada sujeito vai lidar com sua pulsão e isso vai se dar de modo diferente, o que vale dizer que ninguém é igual a ninguém.

Segundo Lacan, a pulsão não tem dia, não tem hora, ela está dentro do sujeito exigindo que cada um busque uma forma de lidar e o que fazer com a sua pulsão. Ela está presente dia e noite nos convocando o tempo todo. Como isso acontece?

Pulsão de Vida (Eros) e Pulsão de Morte (Thanatos)

Ao nascer recebemos uma energia que nos impulsiona para a vida. Seria uma pulsão (energia) desorganizada e com o desenvolvimento as demais pulsões parciais deverão ser organizadas.

Para que sejamos humanos e possamos nos desenvolver, é preciso que tenhamos primeiramente todo o organismo com as condições mínimas para que se desenvolva, isso é a parte fisiológica.  O aparelho está ali pronto para que possa se dar a constituição do sujeito, ou seja, a formação psíquica vai se dar nessa primeira infância, onde haverá a entrada da criança ao mundo da linguagem. E por sermos seres falantes é que nos tornamos diferentes dos demais animais, o que equivale a dizer que a linguagem está diretamente relacionada com a constituição do sujeito.

Por que Eros e Thanatos?

Eros ( a divindade grega do amor é chamado na mitologia romana de cupido) e Thanatos ( divindade grega da morte ) Freud ao falar de pulsão de vida e pulsão de morte, fez uma analogia com a Mitologia.

Vida e Morte, Amor e ódio, sexualidade e agressividade farão parte das forças que se encontram dentro do ser humano. Podemos pensar que onde há amor, também o ódio pode estar presente, por exemplo. Devido a essas energias que estão misturadas dento do ser humano, elas farão parte dos conflitos psíquicos.

A pulsão de vida se movimenta a favor da vida e a pulsão de morte vai tentar ir contra isso, como uma força contrária da pulsão da vida.

Embora esses dois conceitos importantes da Psicanálise são objetos de inúmeros trabalhos de estudiosos a respeito, tentarei falar de uma forma bem simples, para que você, leigo no assunto, possa ter uma pequena ideia do que se trata.

A pulsão de vida e pulsão de morte estão presentes no indivíduo e é como se estivessem atuando ao mesmo tempo, sendo que a pulsão de vida é onde a sua libido está direcionada a algo que te faz dirigir sua pulsão (energia)  para as situações que lhe possam causar prazer, pois a finalidade da pulsão, o seu alvo é obter satisfação. 

Quanto a pulsão de morte, ela também está em movimento juntamente com a pulsão de vida e o sujeito tem que lidar com a sua pulsão de morte, ou seja, aquela que pode te paralisar, de achar que nada vale a pena, que não adianta tentar que não vai dar certo. 

Essas duas forças estão em movimento dentro do indivíduo, uma direcionada para a vida e outra brigando ali direcionada para a morte. Morte que é o fim de todos os seres vivos e dessa ninguém escapa.

Vamos pensar em dois exemplos simples:

1- Quando o sujeito está em busca de um emprego

Você quer muito um emprego que lhe agrade  para atingir sua meta e ter a sua satisfação realizada. Lembrando que você está com as duas pulsões trabalhando juntas. A sua pulsão de vida  vai se inscrever e assim, a forma de direcionar essa pulsão de vida vai fazendo com que o sujeito se movimente de  forma criativa para obter o que deseja. Ele poderá buscar informações sobre esse emprego, ele vai se preparar para poder conquistar essa vaga, ele vai preparar um bom currículo, vai se inscrever e assim vai buscar o seu alvo, onde possa atingir uma satisfação, que nesse caso seria a conquista do seu emprego.

Acontece que a pulsão de morte também está ali presente, e como ela estaria atuando nesse exemplo? Podemos pensar que é a parte negativa desse processo, ou seja, o sujeito poderá pensar: Eu gostaria desse emprego, mas tenho certeza que nem adianta eu tentar pois não irei conseguir, ou ainda, com certeza essa vaga já deve ter um candidato com algum padrinho, ou também, o que adianta eu fazer as provas e passar se, quando eu for para a entrevista, tenho a certeza que não irei conseguir.

Nessa briga interna entre a pulsão de vida e pulsão de morte, podemos pensar que ocorrerá alguns sintomas relacionados a famosa ansiedade, pois a ansiedade, de uma forma geral, tem a ver com a expectativa aumentada por algo que se quer muito que aconteça e, também, por algo que não se quer que aconteça.

Aqui também podemos citar o caso de vestibulandos, onde é muito comum a ansiedade aparecer nesses momentos de forma acentuada, pois se quer muito entrar em um curso onde a concorrência quanto maior, poderá afetar mais os níveis de ansiedade.

Vamos ver um segundo exemplo, lembrando que estou tentando falar de uma forma bem simplificada para que você possa ter uma ideia de onde, possivelmente, possa surgir os sintomas da ansiedade. Embora, passaria aqui escrevendo inúmeros outros onde ela pode estar presente.

2Quando o sujeito está em busca de um relacionamento amoroso

No caso de um relacionamento amoroso ele vai se preparar para a conquista dessa pessoa para que se possa atingir o alvo daquilo que deseja. É essa pulsão de vida que direciona o sujeito todos os dias para buscar canalizar as suas pulsões para algo que lhe dê prazer, onde possa realizar uma descarga que lhe dê satisfação, embora sempre haverá uma falta, pois a completude desse prazer é impossível e, pelo fato do sujeito ter que lidar com essa falta, é que faz com que ele sempre esteja criando e buscando algo que lhe falta, ou seja, é essa falta que lhe abre para o desejo.

No caso do amor, pode acontecer da mesma forma: A pulsão de vida vai fazer com que o sujeito se arrume, pense em como conquistar ou seduzir esse amor e vai trabalhar para que essa sua pulsão (energia) possa atingir o seu alvo e lhe dar satisfação que, nesse, caso, seria a conquista daquele amor desejado.

Mas, lembra-se, a pulsão de morte, também está atuando por ali e o sujeito começa então a ter seus pensamentos negativos: Eu gosto dele(a), mas nem vou tentar pois  é claro que não vai gostar da minha aparência, não estou a altura desse rapaz ou dessa moça, quer saber nem vou perder meu tempo, pois já sei que não tenho chances. É a pulsão de morte atuando mais forte, onde faz com que o desejo da conquista seja reprimido e gerando assim os conflitos psíquicos.

Então, é como se essas duas forças estivessem a todo tempo convocando o sujeito sobre  o que ele terá que fazer para que essas duas pulsões aconteçam de forma que a pulsão de vida se sobressaia sobre a pulsão de morte.

Como cada sujeito vai lidar com essa força constante vai depender de inúmeros fatores da sua constituição psíquica, que se deu de forma bem organizada ou não, desde o seu nascimento. Por isso a importância de se conhecer sua história de vida para que se possa lidar com aquilo que pode estar atrapalhando a realização de seus desejos e a ansiedade poderá estar presente em maior ou menor grau, trazendo todos os tipos de sintomas e prejuízos na sua vida atual.  Há sujeitos onde a pulsão de morte se sobrepõe em relação a pulsão e vida e vice-versa.

Na pulsão da morte estão mais presente a destruição, agressividade e desagregação, mas a agressividade também está na pulsão de vida mas como uma forma positiva. Por exemplo: Um jovem que está estagnado, paralisado, de repente ele toma uma atitude em que diz: Não posso ficar mais nessa situação, dependendo dos pais, sem emprego, tenho que buscar algo e ir a luta e para a luta precisa ter uma certa agressividade, porém positiva, que fará com que a pessoa pegue um impulso e tome uma atitude.

Professor Christian Dunker fala a visão de Lacan sobre a Pulsão de Morte

Lacan tenta tirar a noção de pulsão de morte do aspecto biológico.  Segundo Christian Dunker, psicanalista e professor da USP, nos fala que para Lacan “A pulsão de morte presume algo como um conflito originário, uma discenção originária, uma ausência de identidade no começo do processo subjetivo, ou se quiser, no processo da fala.  Lacan vai identificar essa repetição freudiana da pulsão de morte com a repetição no significante e mais adiante a repetição do objeto a como catalizador e concentrador do gozo. Para o Lacan, por que ele vai dizer que só existe uma pulsão e essa é pulsão de morte? Ele está lendo que a pulsão de morte ela contém dentro de si a pulsão de vida,  diz que a pulsão de morte já contém dentro de si a pulsão de vida, ela contém dentro si a pulsão de autoconservação, ela contém dentro de si as pulsões sexuais, ela contém dentro de si as pulsões gregárias, ou seja, a pulsão de morte é a síntese do conceito mesmo de pulsão, naquilo que interessa à psicanálise enquanto ponto limite da sua fundamentação. Isso tem alguns ganhos, ou seja, a fundamentação da psicanálise é uma fundamentação materialista e isso talvez o que Freud estava buscando na biologia, mas presumindo a força da contradição e da negatividade como originária para pensar a linguagem, o ser, o desejo e tantas outras figuras que daí decorrem”. 

E onde entra a ansiedade nessa história toda?

Freud, durante todo o seu percurso de pesquisa e estudos, estudou sobre a ansiedade, mas em seu texto sobre Inibições, sintomas e ansiedade, ele fala mais sobre o assunto e diz que a “ansiedade não é assim algo tão simples (…) a ansiedade então é, em primeiro lugar, algo que se sente”.

Já no Rascunho E de 1894, Freud escreveu que “a ansiedade surge por uma transformação da tensão acumulada”, e em alguns outros estudos ele nos fala sobre a ansiedade como sendo:

  • Em 1900 – “A ansiedade é um impulso libidinal que tem sua origem no inconsciente e é inibido pelo pré-consciente”;
  • Em 1907 – “A ansiedade em sonhos de ansiedade, como a ansiedade neurótica em geral, decorre da libido pelo processo de repressão;
  • Em 1915 – “Após a repressão, a parcela quantitativa da pulsão institual – isto é, (sua energia) não desapareceu, mais foi transformada em ansiedade”;
  • Em 1920 – “UM dos resultados mais importante da pesquisa psicanalítica é essa descoberta de que a ansiedade neurótica se origina da libido, que é uma transformação desta e que, assim, se relaciona com ela da mesma forma que o vinagre com o vinho”;

Freud ainda nos fala: “Que existe uma relação entre a inibição e a ansiedade é algo evidente” e, ainda sobre as inibições Freud concluiu que “são restrições da função do ego que foram ou impostas como medida de precaução ou acarretadas como resultado de um empobrecimento de energia; e podemos ter dificuldades em que sentido uma inibição difere de um sintoma, porquanto sintoma não pode ser descrito com um processo que ocorre dentro do ego ou que atua sobre ele”.

Apesar de todos os estudos de Freud ele ainda nos diz que “a ansiedade não é assim algo tão simples (…) A ansiedade então é, em primeiro lugar, algo que se sente” e, ainda. a ansiedade tem inegável relação com a expectativa, é ansiedade por algo (…) a ansiedade realística é o verdadeiro perigo, ou seja, um perigo conhecido.

E quanto aos sintomas que podem surgir devido a ansiedade?

O nosso corpo é o depositário de todos os sintomas que se originam do psíquico. Os sintomas psíquicos frente a ansiedade podem se manifestar de diversas formas, como em alguns exemplos citados abaixo:

  • A pessoa tem uma tendência a pensar negativamente, pensar que ela não vai dar conta de fazer as tarefas que se queria, por exemplo, uma mãe que não se acha apta para cuidar do seu filho;
  • que não vai conseguir encarar uma entrevista de emprego;
  • que poderá não dar conta de estudar o que precisa para uma prova;
  • tem uma sensação de impotência, de limitação, apresentando pensamentos que nada que se faça poderá dar certo;
  • as vezes, tem dificuldade de lidar com a questão do tempo: ou acha que não vai dar tempo para se realizar o que precisa, ou ao contrário acha que o tempo não passa para que se possa conseguir logo o que precisa;
  • pode também sofrer alterações de pouco ou muito sono e, na área da alimentação, poderá comer exageradamente ou passar para outro lado extremo de não querer comer nada.

Outra situação, pode estar relacionada há alguma situação que aconteceu na vida do sujeito que gerou um trauma, por exemplo: um acidente de automóvel, a partir dali ele pode desenvolver uma ansiedade e junto um medo em frente aquilo que lhe traga uma possibilidade de reviver uma situação traumática novamente.

As preocupações – lembrando que preocupação é pré-ocupar-se daquilo que nem sempre está sobre o seu controle. O exagero com as preocupações sobre algo que poderá vir ou não acontecer. Isso quando exagerado, pode gerar um transtorno crônico, como se a pessoa não se permitisse a viver o momento presente, sempre preocupado com o futuro – futuro esse que não está sobre o seu controle, até porque como controlar algo que ainda não aconteceu? É comum as pessoas sofrerem tanto por antecedência e quando aquilo que a preocupava tanto acontece, percebe-se que não foi daquele jeito que a fez tanto sofrer.

A ansiedade é diferente do medo

A ansiedade não está, geralmente, relacionada a algo direto, por estar envolvendo muitas áreas. Por outro lado, o medo, pode estar relacionado por algo que o sujeito sente por não ter o controle da situação. Por exemplo: O sujeito está dentro do avião, qual o controle que ele terá nessa situação? Praticamente nenhum. Isso pode gerar medo.

Em épocas onde há uma certa desorganização da sociedade, como a que estamos passando no Brasil atualmente por exemplo, é mais provável que os transtornos de ansiedade atinjam um número maior de pessoas. Em alguns casos, os sintomas se tornam mais aumentados, necessitando um acompanhamento médico ou psicológico. E quando isso é necessário?

Cada sujeito é único e sabe sobre seus sintomas, não cabe a ninguém responder pelo o que o outro sente. Um que pode ser algo simples para alguém, poderá ser algo desesperador para outro. Afinal somos únicos. Quando os sintomas que cada um sente estiver prejudicando a vida do sujeito, seja no trabalho e/ou nas relações sociais e amorosas, é interessante que ele(a) possa se conscientizar que precisa sim de uma ajuda de profissionais qualificados para atendê-los, melhorando a sua qualidade de vida.

Embora a procura de profissionais que trabalham com a saúde mental, já vem aos poucos sendo mais aceitas na sociedade, infelizmente, ainda há um certo preconceito em relação ao tratamento de transtornos psíquicos o que faz com que o sujeito, mesmo em alto sofrimento, acredite que possa achar que saia sozinho dessa situação. Mas, quando isso não ocorre, qual o problema de lidar com a sua própria verdade, da qual somente você poderá saber sobre ela?

Quanto antes admitir que, na contemporaneidade, situações que envolvem causas psíquicas vem atingindo desde crianças, jovens, adultos e idosos e procurar um tratamento para isso não significa de jeito algum fraqueza e/ou incapacidade, tanto melhor para o sujeito. O custo e as consequências de seu sofrimento poderá ser amenizadas, diminuindo ou aprendendo a lidar de forma mais saudável com a situação, diminuindo inclusive a compra exagerada de remédios com todos os efeitos colaterais que eles proporcionam.

Conselhos são bons, mas não resolve o problema na maioria das vezes, livro de auto-ajuda pode ajudar quem os escreveu, mas a sua situação específica, requer um olhar caso a caso. Afinal, cada ser humano é único e merece respeito e cabe a ele querer ver suas questões a respeito daquilo que o faz sofrer.

Enfim, espero que esse post possa ter ajudado um pouco clarear sobre esse assunto da ansiedade que tem trazido tanto sofrimento ultimamente. É preciso respeitar e ouvir atentamente a dor de cada ser humano e se permitir buscar ajuda profissional, quando isso está paralisando o sujeito perante a vida. Nunca desista de você e nem daqueles que você ama.

Era isso por hoje.

Obrigada pela sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

Referências:    ,

Freud, S. (1996a). Inibições, sintomas e ansiedade (Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, Vol. 20). Rio de Janeiro: Imago. (Originalmente publicado em 1926).