História das finas porcelanas de Limoges

Oi gente

O post de hoje traz aqui para você um pouco da história das finas e famosas porcelanas de Limoges. Algumas raras hoje em dia que se tornaram peças de colecionadores. Saiba um pouco sobre essa história das maravilhosas porcelanas de Limoges. O nome tem referencia a cidade de Limoges na França, e são reconhecidas mundialmente como porcelanas finas...

 

 

Limoges é uma cidade da França, localizada próximo ao rio Viena, e as minas de caulim. ” A fabricação de porcelana de pasta dura em Limoges foi estabelecida por Turgot em 1771, após a descoberta de suprimentos locais de caulim”  A partir de 1768, foram extraídos materiais para a produção da porcelana de pasta dura que eram semelhantes a porcelana chinesa.

O  que é Caulim?

Caulim é uma argila modificada, tendo como seu principal mineral a caulinita que é empregada em vários produtos, tais como papel, adubos, cosméticos e, também,  a porcelana.

Caulim é “material inorgânico, atóxico, incombustível, insolúvel em água, imputrescível, neutro, imune ao ataque de micro organismos e mudanças bruscas de temperatura. 

“Originalmente a substância branca usada para fazer a porcelana fina chamada Limoges  foi descoberta pela esposa de um químico em 1765, na esperança de ser usada como um sabão. Em St. Yrieixin, uma cidade perto de Limoges, a substância foi identificada como uma forma pura de caulim. O solo da área circundante de Limoges é rico em depósitos de caulim e fedspato, os ingredientes essenciais para pasta dura porcelana”.

 

Além da região de Limoges ficar próxima às minas de caulim, ela também agregava outra vantagem por estar próxima ao rio Viena, onde as florestas da região eram irrigadas por ele e, dessas florestas,  as madeiras eram retiradas para que se pudessem ser utilizadas nos fornos, para a realização da queima da porcelana, nas fábricas da época.

Se deve a Marco Polo, durante sua viagem a China, a descoberta da substância cerâmica chamada “porcelana”. Até o final do século XVII as porcelanas eram importadas da China. No início do século XVIII, através do Marques de Pompadour inicia-se a importação de porcelanas e a sua fabricação na França. Inicialmente em Sevres, próximo a Paris, tornando-se o maior distribuidor de porcelana da Europa.

Após a Revolução Francesa, em 1789, várias fábricas foram sendo estabelecidas em Limoges, tais como Bernardaud e Haviland & Co. Turgot, economista, foi o responsável pelo desenvolvimento da indústria cerâmica e no século XIX Limoges tornou-se famosa, devido a alta qualidade de seus produtos.

O rei Luis XVI, outorgou a cidade de Limoges a permissão exclusiva para a produção das porcelanas para atender todo o reinado da França. Desde 1816, a Royal Limoges, uma empresa familiar, situada na rua Donzelot, próxima ao rio Viena, é uma das referências de uma marca quando se fala do mundo da porcelana fina. 

Aqui no Brasil “a porcelana de Limoges foi sempre uma presença certa nas mesas brasileiras do final do século XIX até a Primeira Guerra Mundial. Aparelhos de jantar, jarros, bacias, lavatórios e demais objetos era utilizados, nas famílias mais abastadas, e no nosso império os serviços de Limoges, geralmente, monogramados e também com os brasões se faziam presente.

“Algumas características permitem diferenciar a porcelana de louça comum: o brilho, a transparência, a ausência total de porosidade e a sonoridade. As técnicas de fabricação são variadas. Produzidas por etapas, as peças passam duas vezes pelo forno, a uma temperatura que pode chegar a 1.400 graus. No estágio final, o controle de qualidade é rigoroso. A tolerância com defeitos é zero. Se alguma peça apresentar uma rachadura, por exemplo, não pode ser reaproveitada”.

As primeiras empresas de Limoges, onde eram fabricadas as porcelanas, eram pintadas à mão por artistas profissionais contratados. Eram fabricadas peças utilitárias, como conjuntos de chá, jantar, bacias, bandeijas, bem como objetos de decoração, tais como placas, porta jóias e vasos.

 

As peças mais antigas, pintadas à mão, geralmente com filetes de ouro, são de grande valor histórico e objetos de procura por colecionadores. São peças originais e maravilhosas.

A partir de 1930, mais ou menos, as peças continuaram a ser fabricadas, porém com o uso de decalques, aqueles que são colocados sobre a porcelana branca e também necessitam de queimas, porém não tem como não observar o requinte das peças antigas. Após essa data as peças são mais básicas, sem contudo tirar a qualidade de um fina e boa porcelana.

“Ao olhar para as porcelanas Limoges, pintadas à mão,  colecionadores preocupam-se com peças artisticamente agradável em muito bom estado. Coleções podem ser: obras de um artista em particular, um tema (como rosas ou bagas), um esquema de cores, um determinado molde ou um fabricante Limoges particular.”

Assim gente, o nome da cidade de Limoges tornou-se sinônimo de produtos de porcelana de alta qualidade, principalmente aquelas peças fabricadas pelas primeiras empresas.

A porcelana, até os nossos dias, são consideradas artigos de luxo mas, no final do século XIX, atingiram o seu auge, principalmente  as peças pintadas à mão.

 

Sou apaixonada por essa arte da pintura em porcelana. Já frequentei por um bom tempo um ateliê em Londrina para aprender essa arte que, confesso, não é fácil não, requer muita paciência, dedicação, mão leve e posso dizer que os materiais também ainda apresentam um custo um pouco elevado. Qualquer dia trago algumas peças minhas por aqui.

O objetivo do post foi trazer para você um pouco da história dessas famosas e finas porcelanas de Limoges. As imagens aqui apresentadas são de uma pesquisa que fiz no Pinterest, site que disponibiliza a imagem das mesmas.

Tem um outro post aqui no Blog, caso você goste desse assunto, sobre outras famosas porcelanas.

Porcelanas Nippon e a história de Noritake

Era isso por hoje.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências:

http://www.limogeslovers.com/limoges-porcelain-history.cfm

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/10/limoges-dribla-crise-e-concorrencia-asiatica-no-mercado-de-porcelanas.html

https://sites.google.com/site/hhenkels/ambientais/minas_caulim