Quem foi Sidarta Gautama – Buda?

Oi Gente

O objetivo do post de hoje é trazer aqui para você um pouco sobre a história de vida de Sidarta Gautama, mais conhecido como Buda. As vezes escutamos, lemos ou até mesmo sabemos algo a respeito de Buda, mas como acredito que ninguém sabe tudo e sempre temos algo a aprender, trouxe aqui algumas informações sobre essa importante pessoa Buda, pois também não sabia e achei muito interessante sua história…

 

Esses dias ganhei de presente de viagem uma pequena imagem do Buda e resolvi ir buscar mais conhecimento sobre o mesmo. Acabei assistindo um documentário legal sobre sua biografia e resolvi dividir aqui com você algumas curiosidades para que possa saber um pouco sobre esse personagem da antiguidade que é muito respeitado e seguido até hoje por milhares de pessoas em seus ensinamentos.

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Sidarta Gautama nasceu em família nobre

Sidarta Gautama, um ser humano como todos nós, era um herdeiro de um reino pequeno no Himalai. Ainda jovem, era inconformado em ver tanto sofrimento em sua volta.

Sidarta nasceu em Lumbini, na região Oeste do Nepal, por volta de 566 a.C. Foi filho do rei Suddhodana e da rainha Maya.

Antes de seu nascimento, um eremita Asita, anunciou que essa criança iria se tornar um grande rei chakravartin ou um homem santo. Seu pai, desejava que Sidarta fosse um grande rei e para isso tentou afastá-lo dos ensinamentos religiosos e do sofrimento humano.

Sidarta casou-se com 16 anos, com sua prima da mesma idade chamada Yashodhara. Casamento esse arranjado pelo seu pai e tiveram um filho, de nome Hahula.

Ele não conseguia entender como mulheres, homens, crianças e idosos sofriam tanto, não apenas devido as calamidades como as guerra, pragas e situações que acontecem na natureza, mas sofriam também de frustrações, ansiedade e insatisfações e que isso, independente da situação econômica ou situações que cada um vivia, o sofrimento estava ali presente.

Apesar de seu pai lhe garantir todas as condições materiais para que o filho não precisasse de nada, Sidarta aos 29 anos de idade saiu de seu palácio em busca de respostas as suas inquietações.

Sidarta abandona sua vida luxuosa

Um determinado dia, durante a noite, deixa sua família, suas posses e todo o conforto que tinha para partir para o norte da India, andando como um andarilho sem teto, em busca de se livrar do sofrimento e entender o que era essa insatisfação.

Fez algumas visitas a alguns gurus e não obtendo as respostas resolve então buscar uma explicação para seu sofrimento, por conta própria. Assim, ele passou seis anos meditando sobre a essência dos seres humanos, bem como sobre as causas e curas para toda a angústia.

Após suas meditações e viagens, chegou a conclusão que o sofrimento humano se deve a forma como cada um lida com a própria mente.

Segunda Harari, no seu livro sobre Uma história breve da humanidade, quando fala sobre as religiões, comenta: “O que Gautama compreendeu é que não importa o que a mente experimente, ela geralmente reage com desejo, e o desejo sempre envolve insatisfação. Quando a mente experimenta algo desagradável, deseja se livrar da irritação. Quando experimenta algo agradável, deseja que o prazer permaneça e se intensifique.” p. 233

Inicialmente, Gautama foi para Rajagaha, antiga capital dos reis de Mágada, onde chegou a pedir esmolas na rua. Foi nesse local que ele passou vários meses meditando, em busca de encontrar a iluminação.

Após deixar Rajagaha, Sidarta continuou o seu caminho conhecendo professores eremitas e, após algumas aprendizagens, continou seu caminho tornando-se estudande de Udaka Ramaputta, onde alcançou altos níveis de consciência meditativa.

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Sidarta juntamente com um grupo de cinco companheiros se dedicaram intensamente as práticas da yoga, em busca da iluminação. Para isso, se privava totalmente de bens materiais e da alimentação, chegando a comer uma folha por dia, o que o levou a cair em um rio, durante o seu banho, onde quase se afogou. Nesse momento começa a reconsiderar o seu caminho.

Gautama “chegou a conclusão de que o sofrimento não é causado por má sorte, por injustiças sociais ou por caprichos divinos. Na verdade, o sofrimento é causado pelos padrões de comportamento da nossa própria mente”. HARARI, p. 233

“O que Gautama compreendeu é que não importa o que a mente experimente, ela geralmente reage com desejo, e o desejo sempre envolve insatisfação. Quando a mente experimenta algo desagradável, deseja se livrar da irritação. Quando experimenta algo agradável, deseja que o prazer permaneça e se intensifique. Desse modo a mente está sempre insatisfeita e inquieta. ” p. 233

Gautama desenvolveu algumas técnicas de meditação, que visam treinar a mente para experimentar e vivenciar a realidade tal como ela é, sem desejos. (…) Uma pessoa que não deseja não sofre.

Gautama chegou a alcançar o estado de nirvana, se libertando do sofrimento e, a partir daí, ficou sendo conhecido como “Buda”, que significa “o iluminado”. Passou o resto de sua vida explicando a sua descoberta aos outros, incentivando a cada um se livrar do sofrimento através de seus métodos.

Enfim, o objetivo do post não foi falar sobre o budismo, suas técnicas e regras, mas, apenas dividir com você um pouco sobre a vida de Sidarta Gautama, o Buda.

Não conheço e não entendo sobre o budismo, só respeito a forma de cada um achar o seu melhor caminho para se ter uma melhor qualidade de vida. O sofrimento faz parte das vidas das pessoas e cada um sabe, a seu modo, o que isso significa e cabe a cada ser humano fazer a melhor escolha para que possa, no mínimo, encontrar um forma para que mesmo com as angústias, sofrimentos e desafios que a vida nos coloca, achar uma forma que lhe possa colaborar para administrar a sua vida e a forma de viver da melhor maneira que cada um ache adequada. Vale lembrar que cada ser humano é único.

Enfim, é preciso cada um se responsabilizar por aquilo que lhe diz respeito a sua própria vida. Sidarta Gautama nos deixa o exemplo da sua busca pessoal até encontrar o que para ele fez todo sentido. Só por esse fato, já é digno de admiração, por não se acomodar naquilo que todos queriam que ele fosse.

O seu desejo de buscar as suas respostas para suas questões lhe permitiu, através de sua longa jornada, chegar a conclusão que o melhor é não ter desejo. Será que isso realmente é possível?

Era isso por hoje.

Obrigada pela sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

Referência:

HARARI, Y. N. – Uma breve história da Humanidade – Tradução de Janaína Marcoantonio, 20 ed – Porto Alegre – RS.