Homo deus (1) – Resumo das 30 primeiras páginas

Oi Gente

Estou lendo o livro Homo deus-uma breve história do amanhã,  lançado em 2016, pela Companhia das Letras, do autor Yuval Noah Harari, o mesmo autor do livro Sapiens, onde o autor traz uma forma de podermos refletir sobre o que esperar para o amanhã e resolvi dividir um pequeno resumo aqui com você.

O livro de aproximadamente 400 páginas aponta vários detalhes e uma retrospectiva da história da humanidade. Nas primeiras páginas do livro, ele cita  vários dados estatísticos sobre as questões passadas por nossas gerações e períodos da história e, no segundo momento, o que poderá vir aí pela frente em questão do amanhã.

________________________________________________________________________________________________EstoFiquei pensando como colocar aqui para você algumas informações sobre o livro. Então resolvi trazer as partes interessantes, com as próprias palavras do autor, que me chamaram mais atenção, nesse post, sobre as 30 primeiras páginas. Estou achando interessante, por enquanto, as informações ali pontuadas. 

 Quem é Yuval Noah Harari?

Harari é Israelense, nascido em 1976 e autor de Sapiens – Uma breve história da Humanidade, o best-seller internacional já publicado em mais de 35 países e que vem chamando e despertando interesses em um grande número de pessoas nesse momento da nossa história.

Ele é phD em história pela Universidade de Oxford e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém.

A grande questão que o livro se propões a responder e/ou a pelo menos fazer com que possamos pensar a respeito é: 

Qual será o nosso destino na terra?

Primeiramente, o autor faz uma retrospectiva daquilo que o homem já pode superar durante seu percurso histórico por aqui, com algumas boas notícias. Abaixo então, nas palavras de Harari, o que me chamou a atenção.

A Fome já não é mais um grande problema

“Mas no alvorecer do terceiro milênio a humanidade chegou a uma incrível constatação. A maior parte das pessoas raramente pensa sobre isso, porém nas últimas poucas décadas demos um jeito de controlar a fome, as pestes e a guerra.”.p. 11

“No início do século XXI, o ser humano médio tem muito mais probabilidade de morrer empanturrado no McDonald’s do que de seca, de Ebola, ou num ataque da Al-Qaeda”. p. 12

“O gênero humano no início do século XXI deve fazer a si mesmo uma pergunta sem precedente: o que vamos fazer conosco? Num mundo saudável, próspero e harmonioso, o que vai exigir nossa atenção e nossa engenhosidade? Essa pergunta torna-se duplamente urgente em razão dos novos imensos poderes que a biotecnologia e a tecnologia da informação estão nos oferecendo. O que vamos fazer com todo esse poder? “. p. 12

“Não ocorrem mais surtos de fome por causas naturais; há apenas fomes políticas. Se pessoas na Síria, no Sudão ou na Somália morrem de fome, é porque alguns políticos querem que elas morram”. p. 14

“Na verdade, na maioria dos países, o hábito de comer demais tornou-se um problema muito pior que o da fome”. p. 15

“Prevê-se que metade da humanidade estará com excesso de peso em 2030. Em 2010, a fome e subnutrição combinadas mataram cerca de 1 milhão de pessoas, enquanto a obesidade matou 3 milhões. p. 16

“Depois da fome, o segundo maior inimigo da humanidade  era representado pela peste e pelas doenças infecciosas”. p. 16

Os avanços da medicina no combate as grandes epidemias

A peste Negra

Aqui o autor descreve sobre  milhões de vidas eliminadas pela peste Negra, quando a Bactéria Yersinia pestis, que tinha a pulga como hospedeiro, onde ele cita: “75 milhões de 200 milhões de pessoas morreram – mais de um quarto da população da Eurásia. Na Inglaterra, quatro em cada dez pessoas pereceram, e a população caiu de 3,7 milhões antes da peste para 2,2 milhões depois dela. A cidade de Florença perdeu 50 mil de seus 100 mil habitantes”. p. 17

A Varíola

“Em 05 de março de 1520, um espanhol chegou ao México, trazendo com ele o vírus da varíola. “Depois que ele desembarcou no México, o vírus começou a se multiplicar exponencialmente em seu corpo e mais tarde irrompeu por toda a sua pele em erupções terríveis. (…) ondas letais de gripe, sarampo e outras doenças infecciosas, uma após a outra, varreram o país, até que em 1580 sua população fora reduzida a menos de 2 milhões de pessoas”. p. 19

A gripe espanhola e demais desafios para a medicina

“Em janeiro de 1918, soldados nas trincheiras do norte da França começaram a morrer aos milhares de um tipo especialmente virulento de gripe, denominada “gripe espanhola. (…) No total, a pandemia matou entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas em menos de um ano. A primeira Guerra Mundial matou 40 milhões de 1914 a 1918”. p. 19

“No entanto, tanto a incidência como o impacto das epidemias decresceram dramaticamente nas últimas décadas. Particularmente, a mortalidade infantil global é a mais baixa de todos os tempos: menos de 5% das crianças morrem antes de chegar a idade adulta. No mundo desenvolvido, a taxa é de menos de 1% . Esse milagre se deve às conquistas sem precedentes da medicina no século XX, que nos proveu de vacinas e antibióticos, com higiene e infraestrutura médica muito melhores”. 

O autor coloca que, de tempos em tempos, somos alarmados com um novo tipo de uma praga potencial, como a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) , em 2002 e 2003, “a gripe aviária em 2005, a gripe suína em 2009-10 e o Ebola em 2014. (…) Até a tragédia da Aids, aparentemente o maior fracasso da medicina nas últimas décadas, pode ser vista como um sinal de progresso”. p. 20

“Assim, na luta contra calamidades naturais como a aids e a Ebola, a balança pende em favor da humanidade. Mas, e quanto aos perigos inerentes à natureza humana? A biotecnologia nos capacita a derrotar bactérias e vírus, porém simultaneamente faz com que os próprios seres humanos se tornem uma ameaça sem precedentes. As mesmas ferramentas que capacitam médicos a identificar e curar rapidamente doenças novas podem também capacitar exércitos e terroristas a arquitetar doenças ainda mais terríveis e patógenos apocalípticos. Portanto, as grandes epidemias vão continuar a pôr a humanidade em perigo no futuro se, e somente se, a própria humanidade as criar, a serviço de alguma ideologia brutal”. p. 24

As Guerras estão desaparecendo

“O terceiro segmento das boas notícias é que as guerras estão desaparecendo também. No decorrer da História, para a maior parte dos seres humanos, a guerra era algo certo, garantido, enquanto a paz era um estado temporário e precário”. p. 24

“Em 2012, aproximadamente 56 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro; 620 mil morreram em razão da violência humana (guerras mataram 120 mil pessoas, o crime matou outras 500 mil). Em contrapartida, 800 mil cometeram suicídio e 1,5 milhão morreram de diabetes. O açucar é mais perigoso do que a pólvora”. p. 24

As fontes de riqueza

“Antes, as principais fontes de riqueza eram os recursos materiais, como minas de ouro, campos de trigo e poços de petróleo. Hoje, a principal fonte de riqueza é o conhecimento. (…)  Desde que o conhecimento se tornou o mais importante recurso econômico, a rentabilidade da guerra declinou e as guerras tornaram-se cada vez mais restritas àquelas regiões do mundo -como o Oriente Médio e a África Central – nas quais as economias ainda são antiquadas, baseadas em recursos naturais”. p. 25

Sobre o terrorismo

“O terrorismo é uma estratégia de fraqueza adotada por aqueles que carecem de acesso ao poder de fato. (…) Terroristas normalmente não têm o poder de derrotar qualquer exército, de ocupar um país ou de destruir cidades inteiras. Em 2010, enquanto a obesidade e doenças relacionadas a esse mal mataram cerca de 3 milhões de pessoas, terroristas mataram 7697 indivíduos em todo o mundo, a maioria deles em países em desenvolvimento. Para um estadudinense ou europeu mediano, a Coca-Cola representa um perigo muito mais letal do que a AI-Qaeda”. p.. 28

Por que então o terrorismo chama tanto a atenção das mídias?

“Na essência, o terrorismo é um show. Os terroristas encenam um tenebroso espetáculo de violência que captura nossa imaginação e nos transmite a sensação de estar escorregando de volta ao caos medieval. (…) Terroristas são como uma mosca tentando destruir  uma loja de porcelanas. A mosca é tão fraca que não é capaz de deslocar uma única xícara de chá. Então ela encontra um touro, entra em sua orelha e começa a zunir. O touro fica louco de medo e de raiva – e destrói a loja de porcelanas. Foi isso que aconteceu no Oriente Médio na última década. Os fundamentalistas islâmicos jamais conseguiriam, sozinhos, derrubar Saddam Hussein. Em vez disso, enfureceram os Estados Unidos com o ataque de Onze de Setembro, e os Estados Unidos destruíram a loja de porcelanas médio-oriental para eles. (…) Sozinhos, os terroristas são fracos demais para nos arrastar de volta à Idade Média e restabelecer a lei da Selva. Podem nos provocar, mas, no fim, tudo depende das reações que apresentamos. Se a Lei da Selva entrar em vigor novamente, não será por culpa dos terroristas”. p. 28

“A História não tolera o vazio. Se as ocorrências de fome, pestes e guerra estão decrescendo, algo está destinado a tomar seu lugar na agenda humana”. Aí ele questiona: “Quais são os projetos que vão substituir a fome, as pestes e a guerra no topo da agenda humana no século XXI?”. p. 29

Um dos pontos críticos será o equilíbrio ecológico, onde o autor faz uma critica que é um assunto pouco levado em conta, quando comparado com a preferência ao crescimento econômico.

“Depois de assegurar níveis sem precedentes de prosperidade, saúde e harmonia, e considerando tanto nossa história pregressa como nossos valores atuais, as próxima metas da humanidade serão provavelmente a imortalidade, a felicidade e a divindade.  p.30

Aguardem então gente o próximo resumo de mais algumas páginas. Agora, se você se interessou e quer encarar a leitura completa, o que será interessante, espero que esse post possa ter dado um incentivo para iniciar ok?

Você pode estar pensando, por que não leu inteiro e colocou o resumo completo de uma vez? Pensei nisso também gente, mas aí a forma de interpretação da leitura seria só a minha e, assim, penso que você poderá ir refletindo junto com as colocações que o autor tem colocado no livro, para que possa elaborar essas questões e poder tirar suas próprias conclusões, concordando ou não com o pensamento dele. ok? 

A questão da Morte

“No século XXI, é provável que os humanos façam um lance sério para a aquisição da imortalidade. A luta contra a velhice e a morte será tão somente a continuação da luta, consagrada pelo tempo, contra a fome e a doença, e uma manifestação do valor supremo da cultura contemporânea: a valorização da vida humana”. p. 30

Como exatamente, morrem os humanos?

“Um homem vive sua vida, preocupando-se com isto e aquilo, correndo para lá e para cá, quando subitamente o Anjo da Morte surge à sua frente, bate em seu ombro com um dedo esquelético e diz: “Venha!”. E o homem implora: “Não, por favor! Espere só um ano, um mês, um dia!”. Mas a figura encapuzada sibila: “Não! Você tem de vir AGORA!”. E é assim que morremos.” p. 31

O autor coloca que na realidade, não é bem assim que acontece “os humanos morrem devido a alguma falha técnica. O coração para de bombear sangue. A artéria principal entope com depósitos de gordura, células cancerosas se espalham no fígado. Germes multiplicam-se nos pulmões. E de quem é a responsabilidade por todas essas falhas técnicas? Outros problemas técnicos”. p. 32

“Não se afirma na Declaração Universal dos Direitos do Homem que os humanos têm “direito à vida até os noventa anos”. O que se diz é que todo ser humano tem direito à vida. Ponto. Esse direito não é limitado por uma data de vencimento”. p. 33

“Embora a duração média de vida tenha duplicado nos últimos cem anos não é razoável extrapolar e concluir que podemos duplicá-la novamente para alcançar os 150 anos no século seguinte.  (…) Na verdade, até o presente a medicina não prolongou o tempo de vida natural do ser humano em um ano sequer. Sua grande conquista foi nos salvar da morte prematura e permitir que usufruamos da plenitude da existência”.p. 37

“Mesmo que não conquistemos a imortalidade durante nossa existência, a guerra contra a morte ainda será o projeto emblemático do próximo século”. p. 37

Direito a felicidade

“O segundo grande projeto na agenda humana será provavelmente encontrar a chave para a felicidade.”. O autor descreve alguns fatores de conquista do homem em nome da felicidade e questiona por que após algo satisfeito ou concluído, ainda assim a felicidade não se completa.

“E mesmo que tenhamos superado muitas agruras do passado, alcançar uma felicidade afirmativa pode ser muito mais difícil do que abolir completamente o sofrimento. Um pedaço de pão era suficiente para alegrar um camponês faminto. Como alegrar um engenheiro entediado, muito bem remunerado e obeso?”p. 43

Vamos ver onde o autor quer chegar sobre essa questão da felicidade. Continuarei a leitura para ver, pois essa é uma  questão, no meu entendimento, de difícil resposta. Onde está essa tão prometida felicidade? Será que ela é possível, como querem que acreditemos nisso? O que é afinal a felicidade, tão almejada e buscada pela maioria dos seres humanos? Fiquem a vontade, caso queira, para comentar a respeito.

 

 

Era isso por hoje.

Obrigada por sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.