Para você que tem amor por um fusca

Oi Gente

O objetivo do post de hoje é falar sobre o amor que algumas pessoas, assim como eu, tem sobre esse meio de locomoção, que faz ou fizeram parte da sua história de vida. O fusca, aqui no Brasil, é a paixão de muitos brasileiros. Só sabe bem o valor disso quem passou por essa experiência de dirigir, conviver com ele. Saiba algumas histórias sobre isso por aqui e quem sabe você também possa contar as suas…

O automóvel é uma das mais bem acabadas invenções do homem. A história do automóvel necessariamente passa pelo fusquinha.:

O meu primeiro carro: um querido fusca

 O primeiro carro que você compra, ou ganha é aquele que você nunca esquece. Você concorda comigo? E acredito que o primeiro carro entra no roll daquilo que foram momentos importantes e marcados na nossa vida, tais como a primeira viagem sozinho(a), o primeiro namorado(a), o primeiro dia de faculdade, de escola, de trabalho e esses momentos que cada um sabe bem o que significam.

Sessão Fusca Conversível:

Com dezenove anos, já trabalhando e ganhando o meu salário, tive a oportunidade de comprar o meu primeiro carro. E adivinha qual era: Um fusquinha branco. Gente que delícia estar motorizada, que sensação de liberdade de poder ir em qualquer lugar, com o meu carro e com meu dinheiro ainda, era tudo de bom, me sentia poderosa. Era o ano de 1981 e o fusca branco, meio amarelado já, pois era usado com 8 anos de idade, ano 1973.

Naquela época, tinha um pensamento, que permanece até hoje, de que um carro está ali para me servir, e não eu para servi-lo. Então nunca fui de regular o carro, de achar que não podia por muita gente dentro, essas coisas que a gente quando é jovem não pensa mesmo. E ele era um coração de mãe, sempre cabia mais um, ainda mais os amigos que ainda não tinham o seu.

Que idade boa era essa, onde simplesmente colocava gasolina e nem pensava em outras questões necessárias para o bom desempenho do coitado do fusca. E carregava gente o quanto coubesse dentro, sem contar de algumas barbeiragens (leves), tipo bater na parede ao estacionar por exemplo. Mas, sem pensar muito na responsabilidade que é manejar um carro, lá eu ia com a turma só pensando que o importante era sair de um lugar e chegar ao outro e, com um bom anjo da guarda junto, sempre chegava. A direção dura, se compararmos com as de hoje, pode-se dizer que dirigir era também aproveitar para fazer um exercício físico.

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Foto do google. Era bem assim o meu primeiro carro.

Um dia voltando de um enterro e o carro cheio de caronistas, a maioria amigos da mesma idade da empresa onde eu trabalhava, dirigindo, conversando sobre aqueles papos após velório, de repente escuto um barulho e sem ver nada, breco o fusca e lá estava um atropelamento. Que bom que andava devagar e derrubei o moço da bicicleta sem maiores conseqüências. Nessa hora agradeci de estar com os caronas no meu carro, nada melhor que os amigos nessa hora. Todos descemos do carro e o moço estava hiper bem, mas, eu em compensação, ao voltar para o volante, fiquei ali a tremer e pensando de onde surgiu aquela criatura que não vi, parecia ter saído  do além?  Mal eu sabia sobre esse negócio de ponto cego em carro.

Enfim, com barbeiragens de motorista iniciante como eu curti esse meu fusquinha, o qual foi meu cobaia no início da minha nova experiência como motorista. Lembrando que naquela época, tudo era mais lento, muito menos carro nas cidades. Cinto de segurança? falar a verdade nem sei se o meu fusca tinha, pensando bem se tinha eu nunca vi e, com certeza, nunca usei. Coisas do passado mesmo. Mas me lembro daquela alça pendurada dos lados pelo lado de dentro, chamada de “pega burro”, acho que era esse o nome dado a essa alça.

Fusca 1966 Placa Preta Original - Ano 1966 - 000000000 km - no MercadoLivre:

 Meu pai também teve um que era dessa cor e do ano de 1966. Só de lembrar dá vontade de rir, pois não havia asfalto em todas as estradas aqui do Paraná e ele pegava a família inteira colocava dentro do fusca e lá íamos todos felizes, sempre com lanche dentro do carro, sem nenhum cinto de segurança e a criançada se estranhando no banco de trás, 3 crianças.

Uma viagem de 2 horas hoje, não posso precisar mas demorava em torno de 4 horas, quando as vezes esse tempo dobrava. Claro que esse tempo, quando o danado não encalhava ou ficava dançando nas estradas de barro e ainda, algumas vezes, tinha que achar algum bom samaritano para colocar corrente para o danado sair. Na subida então com barro, só por Deus e muita reza. O carro ia subia pela metade e voltava, aí começava tudo outra vez, tipo pegar embala e dançando naquele barro, as vezes dava certo (kkkk). Bons tempos aqueles onde as pessoas eram mais solidárias nas estradas e não havia essa intranquilidade que enfrentamos hoje.

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Depois me lembro que meu pai tirou um fusca zero, era chamado de fuscão, um amarelo daqueles bem discretos sabe, (kkk) como a foto acima, onde a cor chegava primeiro que o carro. (kkk) Nossa quanta história com esse tal fuscão, era mais moderno e tudo mais, mas eu continuava não entendendo muito a felicidade do meu pai pelo carro, pois o importante para mim era o carro funcionar e nos levar onde queríamos.

A triste cina de ser carona

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Engraçado, escrevendo aqui me lembrei também de um fusca dessa cor acima, acho que eu tinha uns 16 anos e as vezes pegava uma carona com uma senhora (já era bem idosa na época), mas trabalhava no mesmo setor que eu. Tomara que ela nunca entre aqui no blog (kkk) para ler essa história. Mas a verdade é que ela era tão barbeira, tão barbeira que eu só me lembro do enorme medo que passava nessas caronas.

Eu era a funcionária mais nova no escritório, onde trabalhávamos juntas e como adolescente tonta não entendia o por que ela  sempre insistia para me levar e sabe né gente, carona é carona e, como um carona, o que se repete até hoje, além de  não ter direito a nada, tem que enfrentar as situações sem dizer nada e, hoje, eu penso que o sofrimento era tanto que ir a pé, além de estar mais segura, não teria que sofrer calada.

A mulher ao dirigir parecia que ficava embalsamada de tão dura que ficava, nem virava o pescoço, quase engolia a direção, era um silencio dentro daquele carro (kkk, to chorando de rir aqui de lembrar as cenas). Um dia pedi para ligar o rádio, nossa foi a mesma coisa que solicitar algo do outro mundo. Me falou uns dez não ao mesmo tempo: não, não, não, não, não. Era hiper metódica, parecia a Olivia do Popai (kkk), ai coitada olha eu aqui rindo dessa situação.

vw bug:

Mas gente, hoje entendo o porquê de ninguém ir de carona com ela, e eu muito tonta ou sei lá não conseguia falar um não, me sujeitava a essa tortura. Esse carro morria quase toda hora (kkkk) e era buzina atras da gente, e eu ali não podendo dizer nada (kkk). Pensando bem gente, acho que ela me dava carona só para ter coragem de dirigir e eu, mesmo com medo, encarava o desafio e ficava hiper aliviada quando descia do danado do fusca. Mas era um fusca hiper bem cuidado, sempre limpinho e brilhando, diferente de quando tive o meu que não dava o trato que ele merecia.

Resolvi contar um pouco sobre a minha experiência com o fusca, meu primeiro carro, pois as pessoas que me conhecem já me pediram para eu contar minhas histórias que são muitas e, entre elas, algumas bem engraçadas. Afinal quem não tem histórias engraçadas para contar não é mesmo? 

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Me lembrei fazendo o post o quanto eu curti esse filme, “Se meu fusca falasse”. Quero assisti-lo de novo qualquer hora. A verdade que nosso fusca não fala, mas com certeza ele teria muito a nos dizer sobre o papel importante que ele teve na vida daqueles que tiveram a oportunidade de ter um.

Quero um dia ainda falar do nosso primeiro carro após ter me casado. O famoso fiat 147. Talvez você que chegou até aqui, lendo essa experiência nem imagina o que é um fiat 147, mas se você já passou por ele, já pode imaginar o que esse modelo de carro já conseguiu fazer na vida das pessoas.

E você que já passou pela experiência de ter um fusca ou ainda o possui, com certeza, deve ter algumas boas histórias para contar. Se quiser se aventurar fique a vontade.

Enfim, gente esse post foi mais uma brincadeira e quero dizer para você que assim, como muitos brasileiros, tenho  um carinho especial pelo fusca.

Era isso por hoje.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.