Você sabe o que é Nomofobia?

Oi Gente

As vezes você ouve uma palavra um pouco estranha, ou  um nome não tão usual e não sabe do que se trata, e deixa par lá.  Mas,  as vezes, determinadas palavras, novas em nosso vocabulário, pode sim ser interessante procurar saber do que se trata, pois você pode estar envolvido (a) com ela sem mesmo saber. Então vamos lá falar um pouco sobre Nomofobia  por aqui…

O fotografo francês Antoine Geiger, tirou uma serie de fotos que retrata pessoas tendo seus rostos sugados enquanto mexem no celular. - Conheça mais no site http://www.westinmorg.com.br/2015/11/o-celular-esta-sugando-nossa-alma.html:

Foto do Francês Antonie Geiger, onde diz que as pessoas tem seus rostos sugados pelo celular

É lógico que a função de um blog é passar informações a um grande número de pessoas, de forma mais informal, para que a pessoa que  está do outro lado da telinha possa entender ou pelo menos despertar sobre determinados assuntos. Assuntos esses aos quais nunca ouviram falar, ou assuntos que gostam de saber, ou ainda assuntos que buscam aprender. Por isso, quando você vê em algum blog algo interessante, caberá a você ir em busca de mais informações a respeito, se aquela informação não foi suficiente para você entender do que se trata. Caberá aquele que está escrevendo, dentro de sua ética, ser o mais sincero possível a respeito do que se propôs a escrever. É assim que trabalho aqui no meu blog, gente.

Apesar de ser um blog de variedades, tem alguns assuntos que são mais sérios sim e que requer um pouco mais de atenção e, geralmente, estão na área onde falo de psicologia/psicanálise.  Vamos lá então, pensar um pouco sobre essa questão que já faz parte do dia a dia de muitas pessoas e com tendências a aumentar em um futuro próximo.

NOMOFOBIA

Vamos ver primeiramente a palavra: Nomo = No Mobile + Fhobia = um medo irracional de ficar sem seu celular ou demais aparelhos tecnológicos, como seu Ipaid, CP, etc. Dependendo do nível em que se encontra esse medo, já passa a ser uma patologia que requer tratamento.

É lógico que não tem como fugir dessa situação do uso da tecnologia. É, inclusive, o que estou fazendo por aqui nesse momento. Me utilizando de alguns desses aparelhos. Mas a questão, já muito divulgada nas redes sociais, é sobre onde está o limite entre o necessário, saudável e a possibilidade de desenvolver uma patologia.

“Em um estudo feito pela Universidade de Granada, na Espanha, um levantamento com mil pessoas constatou que 77% dos indivíduos com idade entre 18 e 24 anos estavam sofrendo nomofobia, enquanto que na faixa etária de 25 a 34 anos a incidência foi de 68%. Além disso, a pesquisa constatou que 41% dos entrevistados estavam carregando com eles dois celulares para não ficar desconectado. Observou-se uma incidência mais elevada em mulheres (70%) do quem em homens (61%). No Brasil, o comportamento compulsivo aumentou significativamente entre adolescentes e jovens entre 13 e 25 anos. Segundo dados de 2013 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 66% da população brasileira acima de 10 anos já possuíam telefone móvel”. (p.11)

A palavra novamente famosa e necessária atualmente é LIMITE.  “Estudiosos alertam para o uso precoce do celular entre as crianças, sugerindo alguns cuidados. A pediatra italiana, Maria Grazi Sapia, especialista em criança e ambiente, afirma que além dos efeitos nocivos para a saúde da criança, há probabilidade de problemas psicológicos, como a dependência – forte como o álcool ou as drogas – com gravíssimos danos no desenvolvimento psíquico e social”.

O que me chama a atenção, é que já estão fazendo várias campanhas para o cuidado com o uso do celular. Já foi matéria do fantástico onde neurocientistas, através de imagens comprovadas do funcionamento do cérebro, provaram que é impossível  focar em duas ou três atividades no mesmo instante e, com alguns exemplos, demonstraram o que pode acontecer nesses momentos. Exemplo claro e conhecido de todos: trânsito x celular.

Mas, há outras questões para serem discutidas a respeito: Cada dia mais cedo esses aparelhos estão nas mãos de crianças que ainda são totalmente dependentes dos pais, e alguns desses pais,  como forma até mesmo de distraí-las, “se enganam”, justificando que é preciso aprender desde cedo e a todo tempo elogiam a desenvoltura da criança diante do uso de determinados aparelhos.

Essa atitude dos pais, justificadas,e  até mesmo sem perceber, foi a melhor forma que os mesmos com muitas atividades ou já dependentes desses aparelhos acharam para distrair os filhos pequenos, para que eles próprios possam também permanecerem conectados.

Na idade, onde os livros infantis são bem vindos como forma de desenvolver o intelecto da criança, onde ele/ela aprende a subjetivar e, ainda, podem usufruir desse contato com os pais treinando a desenvoltura, a fala, a capacidade de criar, acabam sendo substituídos por algo que já vem pronto impossibilitando a criança de exercer um desenvolvimento mental adequado. 

Já estamos vivendo, nesse século,dentro de uma sociedade que induz as pessoas a serem ansiosas, tudo é para ontem, tudo é com pressa, não se tem mais tempo para nada e, ainda, a necessidade de acharem que precisam estar informados sobre tudo e sobre todos. Será que é preciso mesmo?  Isso gente, não tem como não chegar a um momento onde  direta ou indiretamente os problemas começarão a aparecer.

A tecnologia é rápida, mas, os seres humanos ainda continuam com determinadas necessidades que necessitam de tempo para que possam pensar, elaborar, criar, focar e tudo o mais.

Mas quando uma pessoa pode saber se já está desenvolvendo a Nomofobia?  Abaixo, algumas dicas para que você se auto-observe ou observe aqueles que você ama e estão por perto, para que possa prevenir maiores problemas futuros:

  1. Perda de contato com pessoas próximas;
  2. sentir-se mais feliz com a vida virtual do que com a realidade;
  3. estar mais preocupado em fazer uma boa selfie do que curtir a festa, ou o ambiente onde se está;
  4. ficar muito ansioso em algum lugar onde não se tem acesso ao sinal do telefone, da internet, saindo a procura de qualquer jeito;
  5. olhar toda hora para o celular em busca de um aviso, ou um sinal de alguma nova mensagem;
  6. dormir com celular debaixo do travesseiro ou mais próximo possível;
  7. preferir, mesmo na presença das pessoas, realizar comunicação com os celulares;
  8. Não sair de casa sem toda as suas tecnologias checadas, principalmente carregadores;
  9. “quando uma criança está diante de amigos e de brinquedos e a possibilidade de interação com os outros, mas prefere ficar no celular dentro de casa e nega constantemente o convite dos amigos, é um sinal evidente de que algo está errado;
  10. quando buscam constantemente as mais novas tecnologias, fazendo investimentos além de suas posses, para se manterem atualizados.

Se você se enquadra na maioria dos itens acima, deve ficar um pouco atento e quem sabe começar a tomar atitude para que tenha um limite sobre a situação. Mas, agora se você tem filhos e crianças que ainda dependem de sua orientação, é você pai ou mãe que deverá estabelecer esse limite. É difícil? Claro que é. É você lutando contra, muitas vezes, sozinhos, no meio de tantas outras influências externas. Mas educar filho gente é assim mesmo, é trabalhoso, requer acima de tudo muito amor, dedicação, paciência e principalmente tempo, o que se não tem muito hoje. Mas não pode se esquecer que, afinal, o seu filho(a) tão dependente de você, é o que você tem de melhor nessa vida, não é mesmo?

Você pode estar pensando, nossa esse assunto não tem novidade nenhuma. Concordo com você, mas o objetivo é lembra-lo que o mais difícil para nós seres humanos é lidar com a nossa própria verdade e é mais fácil se fazer de “cego” do que querer ver de verdade o que está diante dos nossos olhos. Fica aqui a dica e o antigo dizer: É mais fácil prevenir do que ….

De acordo com o psicólogo Breno Rosostolato, especialista no diagnóstico e tratamento da Nomofobia, quando questionados sobre os sintomas físicos e psíquicos e quais são esses sintomas, nos esclarece o seguinte:

Ansiedade e alerta ainda que o uso abusivo do celular pode, inclusive, desencadear depressão. “De maneira geral, o indivíduo que sofre com essa dependência não possui uma percepção mais ampla da dificuldade sofrida e, por isso, atribui o problema a outros setores da vida. Esse é o primeiro passo para a eficácia do tratamento, o reconhecimento do problema e as questões relacionadas a ele”.

Enfim gente, não podemos fugir da tecnologia e do que ela nos oferece de bom e da necessidade de estar convivendo com ela, diante dos desafios do dia a dia. Isso não tem volta e estar conectado faz parte da contemporaneidade. O alerta aqui é para que faça um bom uso dessas ferramentas e mais uma vez lembrar da palavrinha mágica, não só com o uso da tecnologia, mas nos demais setores de nossa vida: LIMITE.  E acredite não é das tarefas mais fáceis administrar essa palavrinha LIMITE, mas é necessária visando sua saúde física e mental.

Era isso por hoje gente.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui

Um abraço.

 

 

 Referencias:

http://www.colegioprisma.g12.br/noticias/criana-e-celular-benefcios-e-cuidados/21

Revista Psique – Entrevista com Psicólogo Breno Rosostolato.  Ed. Escala.

Fotos disponíveis no google