Como anda a sua memória?

Oi Gente

Acabou 2015 e já estamos em 2016, e diga-se de passagem 2015 foi um ano com muitos desafios para todos nós brasileiros e também, um ano de muitas informações não tão agradáveis. Infelizmente, os meios de comunicação, radio, tv, jornais, internet e até mesmo informações orais, disputam a audiência divulgando más notícias a cada dia. Assim, somos bombardeados de todos os lados com notícias mais negativas do que positivas, você concorda com isso?

Além das notícias ruins tem informações de todos os lados disputando a sua audiência, levando muitas vezes o cidadão a~perder muito tempo e não saber o que fazer com tantas informações, gerando assim um acumulo de “lixo”  em seu cérebro.

E se você parar para observar,  uma das palavras que a gente ultimamente mais escuta é de que não há tempo, que o tempo está corrido e a outra palavra que faz parte do vocabulário das pessoas hoje em dia é a palavra esqueci:  me esqueci, não me lembrei, não me lembro de mais nada, poxa rapaz nem me lembrei, nossa esqueci completamente, como fui esquecer disso e por ai a fora.

Estava vendo um artigo sobre informações e memória cujo o título é “excesso de informação e desmemória” que achei interessante dividir com você aqui no Blog.

Antes de falar sobre memória é interessante falar um pouco sobre cognição. Você já deve ter visto falar sobre essa palavrinha tão importante para nós seres humanos.

O que é então Cognição? 

Na nossa espécie a cognição é praticamente ilimitada. É a capacidade de captar os estímulos externos e armazená-los. Aqui entra então, podemos dizer assim, o raciocínio matemático, a linguagem, percepção, motivação. Podemos dizer ainda que sem cognição o indivíduo simplesmente fica incapacitado, pois é ela que nos caracteriza como pessoas, seres humanos.

E a memória?

A memória é praticamente o que nos insere dentro da sociedade assim como a linguagem. Imagine uma pessoa sem memória, sem capacidade de guardar ou armazenar qualquer tipo de informação, como poderá conviver e se relacionar em uma sociedade?

Escutei uma vez em uma aula de anatomia que nós só conseguimos nos lembrar a partir dos 3 anos de idade, as nossas primeiras lembranças começam a partir dai. Aí você pode pensar assim: Nossa mas eu me lembro de coisas da minha infância antes dessa idade. Então, questionei sobre isso e o que me disseram é que muitas dos fatos e situações que você pensa que são lembranças suas, possivelmente são lembranças de histórias que te contaram a respeito dessa idade.

Encontrei em um artigo que “para termos memória é necessário ter linguagem. Isto pode ser confirmado se pensarmos nas crianças que ainda não adquiriram linguagem verbal. Se perguntarmos a qualquer pessoa se  são capazes de relatar fatos de sua vida aos 2 anos de idade muito provavelmente, iremos receber uma resposta negativa. Isto porque a linguagem estrutura grande parte da memória”.

Sendo assim gente, nós devemos estar atentos a nossa memória e é justamente ela que ultimamente a gente escuta por ai que está sempre falhando, seja no esquecimento de uma chave, um branco na hora da prova, um esquecimento de onde deixou o carro no estacionamento (kkk, essa sou eu). Esquecer vem se tornando um hábito que vem preocupando as pessoas nessa vida corrida atualmente. Antes, esse esquecimento começava a aparecer depois de uma certa idade, mas e hoje que escutamos sobre o esquecer em individuos muitos jovens ainda?

O que é interessante é que nossa memória está muito ligada as emoções. “Para realmente memorizarmos algo, este deve ter uma conotação emocional. Sem que o fato atinja nossa emoção será completamente incapaz de ser memorizado. Existe uma diferença clara entre decorar e memorizar. Decoramos aquilo que é “chato” e memorizamos aquilo que é “interessante”. O que acontece entre decorar e aprender. A diferença está no objeto e forma em questão”.

Quer ver alguns exemplos  claros disso que a memória está ligada a emoção:

  1.  Você por exemplo está precisando de uma informação que dependerá dela para solucionar um problema que, para você naquele momento, é urgente. Você está precisando de emprego e alguém te fala assim: Você vai lá naquela empresa e procura a Sra Marcia, pode ter certeza que esse nome Marcia é memorizado rapidamente, devido estar relacionado a sua necessidade urgente de arrumar um emprego.

2. Um número de telefone não é fácil decorar de primeira, não é mesmo? Mas, pergunta para um rapaz quando ele pede um telefone de uma garota na balada, garota essa que ele se interessou e que a probabilidade dele revê-la é mínima, se ele não memoriza de primeira. Ou ainda o número de uma placa de carro quando há interesse na questão.

Isso também acontece no processo de aprendizagem. Na escola, quando se estuda algo que você realmente tem interesse, a probabilidade de se sair melhor na prova é aumentada e assim em outros exemplos da vida.

Exemplos de vários tipos de memórias:

Memória ultra-rápida – Aquela que você vê o número do telefone na agenda e sai a procura de um telefone para ligar para alguém naquele momento. Mas se demorar muito já esquece.

Memória de Curta- duração – Também conhecida como “memória do Trabalho”. Por exemplo você as 21h00 jantando se lembra qual foi o seu cafe da manha.

Eric Kandel, professor do Departamento de Neurociências da Universidade de Columbia que desvendou o mecanismo de funcionamento da memória, ganhando inclusive o premio Nobel de Medicina em 2000, nos diz que o tempo necessário para que uma lembrança passe a existir leva algo em torno de duas a seis horas. Esse tempo é um processo independente e ao mesmo tempo simultâneo que “garante a manutenção da informação até que ocorra seu armazenamento definitivo”. A memória de curta duração envolve alterações bioquímicas na função sináptica.

Memória de Longa-duração – Memória da infância, memória da história e de fatos vivenciados pela pessoa. A memória de longa-duração envolve mudanças anatômicas, leva maior tempo por serem mediadas pelo fator de transcrição CREB e resulta em um maior número de conexões sinápticas.

Além dessas há muitos outros tipos de memórias.

Então gente, voltando ao assunto sobre o excesso de informações que pode gerar uma desmemória, não se trata do fato da gente ter acesso ao grande número de informações hoje. Isso é muito bom, saber que a informação que você precisa está aí a seu dispor. A questão é: como fazer uma seleção das informações de que preciso e que não me gere stress ou lixo dentro do meu cérebro. Já estão falando de uma nova síndrome do excesso de informações.

“Processos de degeneração precoce da memória, que antes só apareciam em pessoas com mais de 50 anos, agora, passam a ser encontrados em pessoas com idade entre 20 a 40 anos. Especialistas do Grupo de Estudos em Linguagem da USP acreditam que tal fato se deva ao excesso de informações e estímulos que bombardeiam nosso cérebro diariamente. São informãções cada vez mais rápidas, provenientes dos meios de comunicação, do telefone celular e, principalmente, da Internet. O problema acomete principalmente executivos e profissionais workaholics, que precisam estar sempre bem informados”.

Como então manter a nossa memória em perfeitas condições?

O cérebro necessita ser estimulado para que possa armazenar bem os dados, além de manter sua memória dentro dos padrões mínimos para que possa atuar na sociedade. Abaixo alguns exercícios que ajudam a manter a memória:

. Montar quebra-cabeças;

. Contar histórias;

. Escutar e recontar histórias;

. fazer jogo das diferenças;

. fazer sudoku, caça palavras, dominó, palavras cruzadas;

. fazer curso em alguma área de interesse para que possa manter e treinar a memória, como pintura, jardinagem, linguas;

. Ler jornal, livros, assistir filmes e contar para outras pessoas sobre os assuntos que você obteve contato;

. Fazer atividades estimulantes, como dança, teatro, por exemplo;

. Fazer uma lista de compras, mas tentar lembrar da lista sem consultá-la.

Para potencializar os efeitos dos exercícios fazer uma boa alimentação com alimentos ricos em magnésio, vitamina E e Omêga 3: peixes, nozes, suco de laranja e banana.

Era isso por hoje gente. Vamos procurar cuidar do nosso cérebro e filtrar aquilo que realmente precisamos para garantir nossa sobrevivência.

Obrigada pela visita.  Você é sempre bem vindo por aqui.

Um abraço.

 

 

 

Referências:

http://www.tuasaude.com/exercicios-para-memoria/

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252011000200005&script=sci_arttext

http://www.sbneurociencia.com.br/erikainfante/artigo4.htm

http://www.mettodo.com.br/pdf/O%20Excesso%20de%20Informacao.pdf