Mitologia – Apolo e Dafne


Oi Gente

Para você que curte mitologia, trouxe hoje por aqui a história do Apolo e Dafne. Dafne foi o primeiro amor de Apolo, um dos deuses do Olimpo, filho de Zeus (o deus dos deuses) com a deusa do anoitecer chamada de Leto. Saiba um pouco por aqui o que o cupido (deus do amor, na mitologia romana e o Eros da Mitologia Grega) aprontou com Apolo…

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Apolo tinha acabado de vencer uma luta com Píton (a serpente malvada) que foi enviada pela primeira mulher de Zeus para matar os filhos gêmeos Apolo e Artemis, que foi um caso de Zeus com a mãe de Apolo – Leto.

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Apolo e Píton

Envaidecido com sua vitória, Apolo encontra o cupido com seu arco e flecha e resolve provocá-lo dizendo: “Que tens a fazer com armas mortíferas, menino insolente? Deixe-as para as mãos de quem delas sejam dignos.

Cupido então respondeu a Apolo: “Tuas setas podem ferir todas as outras coisas, Apolo, mas as minhas podem ferir-te”. Após ter dito isso, Cupido tira, então,  duas setas diferentes: uma que foi feita para atrair o amor e a outra para afastá-lo. Uma, a primeira, tinha a ponta de ouro e a outra a ponta de chumbo.

O danado do cupido lançou a seta de chumbo em direção da ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu e a outra seta de ouro, lançou diretamente no coração do Apolo.  No mesmo instante, Apolo foi invadido por um amor louco por Dafne, enquanto ela, pelo contrário, sentiu horror em amar.

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Dafne adora correr pelos bosques e, embora o desejo do seu pai fosse que se casasse e lhe desse um genro e netos, Dafne via o casamento como se fosse um crime e implorou ao pai: “Faze com que eu não me case jamais”. 

Apolo, cheio de amor, começa então a perseguir Dafne e diz: “Pára, filha de Peneu! – ele exclamou. Não sou seu inimigo. Não fujas de mim, como a ovelha foge do lobo, ou a pomba do milhafre. É por amor que te persigo. Sofro de medo que, por minha culpa, caias e te machuques nestas pedras (…) não ou um homem rude, um campônio boçal, Zeus (Jupiter) é meu pai, sou senhor de Delfos e Tenedos e conheço todas as coisas, presentes e futuras.”

Por mais que Apolo suplicasse, Dafne continuava fugindo dele e mesmo fugindo mais encantado Apolo ficava e assim “voavam o deus e a virgem: ela com as asas do medo; ele com as do amor”. 

Quando as forças de Dafne começam a diminuir em sua fuga de Apolo, ela pede ao seu pai, o rio-deus: “Ajuda-me, Peneu! Abre a terra para envolver-me, ou muda minhas formas, que me têm sido tão fatais!”.

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Seu pai, atendendo a seu pedido, a transforma em uma linda árvore: “seu peito começou a revestir-se de uma leve casca; seus cabelos transformaram-se em folhas; seus braços mudam-se em galhos; os pés cravam-se no chão, como raízes; seu rosto tornou-se o cimo do arbusto, nada conservando do que fora, a não ser a beleza”.

Apolo, vendo essa transformação de sua amada, abraça os ramos da árvore e beija loucamente a madeira e fala: “Já que não podes ser minha esposa, serás a minha planta preferida. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava; e quando os grandes conquistadores romanos caminharem para o Capitólio, à frente dos cortejos triunfais, serás usada como coroas para suas frontes”. 

Assim gente, vem daí desse mito de Apolo e Dafne o surgimento do uso da coroa de louros pelos gregos e romanos que a gente observa nos filmes que falam da história romana.

Conhecer, ler, estudar sobre a mitologia não deixa de ser interessante, pois foi uma das primeiras formas utilizadas pela humanidade para compreender o mundo.

Era isso por hoje.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo (a) por aqui.

Um abraço.

Referência: Thomas Bulfinck – O livro de Ouro da Mitologia – Histórias de Deuses e Heróis – Tradutor David Jardim, Ed, Agir – Rio de Janeiro, 2014.