Diferenças entre ciência e pseudociência

 Oi Gente

Hoje vim aqui falar um pouco sobre esse assunto, sobre as diferenças que existem entre aquilo que é considerado uma ciência e uma pseudociência para que se possa saber certo onde você está buscando seus conhecimentos, até que ponto são confiáveis ou não…

Diferenças entre pseudociência e ciência

 

Antes de se falar diretamente sobre essas diferenças, tema aqui proposto, retornaremos um pouco na história para que os assuntos aqui tratados possam ficar um pouco mais esclarecidos.

Embora sempre houvesse na humanidade questões a cerca de nossa existência, foi somente a cento e cinquenta e dois anos, que se iniciou de fato a possibilidade de questionar novas teorias acerca do homem.  Através da Teoria da Evolução de Darwin, surge um verdadeiro questionamento sobre o que é o homem, de onde viemos, por que estamos aqui, para onde iremos e tudo o mais que se busca até hoje para se entender esse ser complexo, suas diversidades, individualidades e formas de obter conhecimento, enfim, tudo que se relacione com a existência desse animal pensante.

Waldir Bettoi, Carlos Eduardo Costa e Rita H Gabriades (1999), em seu texto sobre a Diversidade como Característica da Psicologia já citava:

“Em determinados momentos da História, aquilo que se pensava sobre várias coisas relacionadas ao ser humano era diferente e variava em termos de valores e normas (por exemplo, respostas a pergunta do tipo o que é certo e errado? Como o homem deve se comportar, etc), crenças metafísicas (por exemplo, respostas e perguntas do tipo: Quem é o homem? Que características tem? Como é a existência humana? Etc)… Como as respostas para essas perguntas e outras nem sempre foram as mesmas ao longo da história, isso acabaria determinando as diferentes trajetórias que a construção do conhecimento psicológico foi assumindo”.

Diante de tantos questionamentos a história vem escrevendo e evoluindo sua trajetória na tentativa de dar ao homem sentido e explicações para todos esses questionamentos.

Dentro desse contexto, a pseudociência e a ciência vem tentando atender aos anseios desse homem em busca de respostas que possam atender as suas angústias.

A ciência desperta um sentimento sublime de admiração, mas também a pseudociência produz o mesmo efeito.

O indivíduo no seu cotidiano, tem que se adaptar e aprender vários conhecimentos. O mais comum, que é aquele que garantirá sua sobrevivência vai se acumulando através de acertos e erros, de experiências vividas, de conhecimento adquirido pela tradição que é chamado de conhecimento do senso comum.

Segundo SAGAN (1996) “o senso comum, na produção desse tipo de conhecimento percorre um caminho que vai do hábito a tradição, a qual, quando instalada, passa de geração a geração”.

O homem nessa busca de conhecimento constante passa por vários tipos de conhecimento, como o senso comum, a filosofia, a arte, a religião, e aqui especificamente na religião cristã usa do seu livro mais famoso, a bíblia, para esclarecer a origem do homem, bem como a melhor conduta. Diante desta busca ele também faz uso da pseudociência e da ciência para aliviar e entender os desafios enfrentados no seu dia a dia. É preciso deixar bem claro a diferença entre as duas.

A definição de pseudociência vem da palavra “pseudo” que significa “falso”.

A pseudociência usam-se de métodos e descobertas da ciência, de forma infiéis a sua real natureza, para se aproveitar do analfabetismo científico de uma população e poder assim vender, ludibriar e se viabilizar financeiramente com suas técnicas, produtos alternativos, tudo isso aprovado e muitas vezes financiado por grupos grandes que estão por traz de todo essa falcatrua dentro de uma sociedade.

A pseudociência pode variar suas formas de atuação, dependendo da cultura de cada região, país, usando os mais diversos modos de atender as necessidades do povo em acreditar em algo de mais fácil aceitação e muitas vezes de mais fácil acesso. Seja no Ocidente ou no Oriente ela se manifesta das mais variadas formas: leituras de sorte, astrologia, culto aos antepassados, chás diversos, comunicação com alienígenas, cristais, etc.

Segundo Dr. Coker, professor de física da Universidade do Texas em Austin (artigo publicado em maio de 2001) “o modo mais seguro de identificar algo falso é saber tanto possível sobre o fato real – neste caso, a própria ciência.

A tabela abaixo, ainda segundo Dr. Coker,  demonstra algumas características que diferencia a ciência da pseudociência.

Ciência Pseudociência
Suas descobertas são comunicadas principalmente por meio de periódicos científicos, que são revisados por colegas e mantêm padrões rigorosos de honestidade e acurácia. A literatura visa o público em geral. Não há revisão, padrões, verificação que preceda a publicação, nem exigência de precisão e acurácia.
Exigem-se resultados reproduzíveis; os experimentos devem ser descritos de forma precisa, para que se possa repeti-los à exatidão ou melhorá-los. Não se consegue reproduzir ou verificar os resultados. Os estudos, quando os há, são descritos de modo tão vago, que se torna impossível descobrir o que foi feito ou como foi feito.
Buscam-se e estudam-se as falhas atentamente, pois teorias incorretas amiúde levam a conclusões corretas, mas nenhuma teoria correta leva a predições incorretas. As falhas são desprezadas, desculpadas, escondidas, falsificadas, amenizadas, racionalizadas, esquecidas, evitadas a todo custo.
Com o passar do tempo, mais e mais se aprende sobre os processos em estudo. Nunca nenhum fenômeno ou processo é descoberto ou estudado. Nenhum progresso é feito; nada de concreto é aprendido.
Convence pelo apelo à evidência, por argumentos fundados em raciocínio lógico e/ou matemático, procurando extrair a melhor informação que os dados permitam. Quando evidência mais recente contradiz idéias antigas, estas são descartadas. Convence apelando à fé e à crença. A pseudociência tem um forte componente quase-religioso: tenta converter, não convencer. Você deve acreditar apesar dos fatos, não por causa deles. Nunca se abandona a idéia original, qualquer que seja a evidência.
Não defende ou comercializa práticas ou produtos não comprovados. Parte ou a totalidade de sua renda provém da venda de produtos duvidosos (tais como livros, cursos, suplementos dietários), e/ou serviços pseudocientíficos (tais como horóscopos, leituras de personalidade, mensagens de espíritos e previsões).

“A ciência é uma atividade eminentemente reflexiva. Ela procura compreender, elucidar e alterar esse cotidiano, a partir de seu estudo sistemático”. (SAGAN, 1996).

Como a ciência não é estática ela está sempre em processo, processo esse de melhorias onde uma teoria é válida até o momento que outra que atenda melhor os objetivos para que ela foi proposta a substitua, dando lugar sempre ao progresso e desenvolvimento crescente da ciência para atender os anseios desse homem que também vem evoluindo e necessitando cada vez mais respostas e resultados científicos para seu desenvolvimento. A ciência tem um objeto específico, uma linguagem rigorosa, usa-se de técnicas e métodos, processo cumulativo de conhecimento, objetividade.

Por outro lado, não é o que acontece com a pseudociência, onde ela pode atuar nas mais diversas áreas cometendo prejuízos aos indivíduos. A citação abaixo, reflete bem o que ela pode acarretar.

“ A pseudociência pode ser extremamente perigosa.  Ao  penetrar em sistemas políticos, justifica atrocidades em nome da pureza racial.   Ao penetrar no sistema educacional, pode expulsar a ciência e o bom-senso. No campo da saúde, ela condena milhares a morte ou sofrimento desnecessários. Ao penetrar na religião, gera fanatismo, intolerância e guerra santa. Ao penetrar nos meios de comunicação, pode dificultar o acesso dos eleitores a informações concretas sobre questões públicas importantes”. ( Dr. Coker, professor de física da Universidade do Texas em Austin, maio 2001).

Embora essa diferença entre pseudociência e ciência, infelizmente, não fica bem claro à grande maioria dos seres humanos, caberá aos profissionais responsáveis e éticos esclarecer essa diferença, colocando que a ciência supera todo e qualquer conhecimento espontâneo do senso comum, pela sua credibilidade e todo o processo de conhecimento utilizado para seu desenvolvimento.

Era isso por hoje gente.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço