Oi, Gente!
Quem acompanha este blog sabe o quanto eu valorizo obras que nos fazem pensar e que trazem grandes lições de vida. Recentemente, assisti a um filme que me tocou profundamente e que se encaixa perfeitamente nas nossas conversas sobre educação e formação humana: A Tabacaria (Der Trafikant, 2018).
A transição para a vida adulta em tempos de guerra
O filme nos faz refletir sobre essa transição da adolescência para a vida adulta. O adolescente Franz, com 17 anos, residia no interior do país com sua mãe. De repente, diante das dificuldades financeiras e de um momento conturbado na história, na época da Segunda Guerra Mundial, esse jovem ingênuo de 17 anos é enviado por ela a um amigo na capital, Viena, onde foi aprender a trabalhar em uma pequena tabacaria
Ali, onde tudo era novidade, tinha que lidar com a adaptação em uma nova cidade, aprender a trabalhar e lidar com suas questões internas sobre a sua sexualidade, primeiro amor e a falta de alguém familiar para lhe orientar.
Como Franz encontrou Freud
Sigmund Freud aparece no filme como um cliente da tabacaria, onde Franz o conhece e soube, através do seu patrão, sobre a especialidade de Freud. O menino, como quem estava à procura de um pai, resolve ir à casa de Freud, que nesse momento já estava se preparando para sua mudança para Londres.
O seu novo patrão lhe ensinando a forma de trabalhar e Freud o ajudando com as questões das inquietações dessa idade, principalmente quando se apaixona. Aqui podemos pensar na importância de uma referência paterna, seja o próprio pai biológico, o padrasto, um tio, um irmão mais velho, um vizinho ou um professor, para citar alguns exemplos. A importância de ter uma referência masculina, no caso do menino, para que possa colaborar com exemplos e ensinamentos nessa fase difícil de tantas descobertas e estando ele sozinho.
A primeira paixão de Franz
Ao começar a desbravar lugares diferentes na grande cidade, Franz se apaixona por uma jovem chamada Anezka. Nessa história, ele terá que lidar com a ‘felicidade’ desse encontro e com as decepções que acontecem em relacionamentos amorosos
E é diante dessas dúvidas e incertezas que ele vai procurar conselhos amorosos com Freud, por não saber lidar com a situação. A sua ingenuidade, típica dos adolescentes, nem sempre é correspondida, gerando muita decepção, traumas e a elaboração de lutos da perda.
A história desse filme se passa no ano de 1937, durante a ascensão do nazismo e a anexação da Áustria por Hitler. Esse ambiente tão desfavorável não tem como não impactar a vida rotineira de todo mundo, bem como as relações humanas, e o filme apresenta isso nas relações entre os personagens.
E você, já conhecia essa história? Se pudesse sentar em um banco de praça e pedir um conselho a Sigmund Freud sobre a sua vida, o que você perguntaria a ele? Deixe seu comentário aqui embaixo, vamos conversar!
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Era isso por hoje.
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