A triste realidade do Covid-19 em janeiro de 2021

Oi Gente

Esse mês de janeiro de 2021, embora seja um mês de verão, onde as pessoas tem o costume de realizar suas viagens em férias ou saírem mais de casa com as crianças, principalmente pelo fato de seguir o calendário escolar, está sendo muito diferente daquilo que estávamos acostumados.

Covid-19: ES registra mais 15 mortes e 1.324 novos casos | A Gazeta

Aqui na minha cidade de Londrina, todos os dias ocorreram mortes, devido ao Covid-19, o que nos deixa muito triste e um clima de insegurança e incertezas no ar. Parece que o clima está de tristeza no ar. Dificilmente, nesse momento, alguém não conheça de perto alguém ou alguma família que está sofrendo com a perda de algum ente querido.

No site da Prefeitura, onde nos informa diariamente a situação dos casos do Covid-19, é triste verificar dia a dia algo que só vem subindo.

O número de óbitos na cidade de Londrina

Estou fazendo esse post nesse dia 23 de janeiro e já foram registradas na cidade até dia 21/01/2021 – 100 mortes. Só nesse último dia 22 foram registradas 11 mortes.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, menos de um ano, já foram contabilizados 536 mortes em nossa cidade.

No meu caso, perdi em praticamente 48 horas, a nossa empregada doméstica que já estava com a gente em torno de 09 anos. Me lembro que no último áudio dela, ainda comentou, meio rindo: “Será que eu vou morrer desse covid?” Até então estava se tratando em casa e, estava com sintomas controláveis e de repente foi ao hospital e lá foi detectado que tinha leucemia, sem ao menos ela ter tido tempo de saber que tinha essa doença, teve duas paradas cardíacas e não resistiu.

Quando soube que estava com Covid e se comunicando diariamente pelo telefone, jamais poderíamos imaginar essa perda. Uma pessoa forte, guerreira, partiu com 43 anos deixando 06 filhos. Como não sofrer com uma perda dessa que, de certa forma, participava diariamente do convívio familiar, ganhando seu último filho ainda trabalhando em casa.

Esse é apenas um relato e cada um que vem a falecer, deixa esse sofrimento e vazio nos familiares, sem entender muito como isso pode ter levado tão rapidamente seu ente querido. Não tem idade, não tem classe social e alguns não sabem nem explicar como e onde foi contaminado pelo vírus.

Diante de tanto sofrimento, há quem use um mecanismo de defesa chamado de negação, uma forma de não querer ver a verdade para tentar fugir do sofrimento. E nesse movimento, é possível que acabe se descuidando ou não se protegendo ou, ainda, colocando em riscos aqueles com quem convive.

A grande esperança é a vacina, porém não promete uma garantia de segurança total. Vale lembrar dos casos que a cada dia aparece de sequelas pós covid.

Esses tempos difíceis também acabam afetando a saúde mental, pelas incertezas, pela não resposta, pela falta de um saber de como fazer com isso que nos afeta diretamente.

Estamos tristes, preocupados e até mesmo, em alguns casos, desanimados. Porém estamos vivos e aceitar que nesse momento cada um possa dar o seu melhor para o bem de todos. É preciso se adequar aos limites impostos pelo Covid-19, até que realmente possamos retornar a uma “vida normal”.

Nem todos podem se dar ao luxo de atender o que a mídia propõe de “fique em casa”, até porque é preciso prover a família para garantir a sobrevivência. Nesses casos, mesmo com receio, é preciso enfrentar e com paciência, acreditando sempre que está fazendo o melhor de sua parte para evitar uma contaminação.

Enfim gente, esse post é apenas para a gente refletir e não fugir da triste realidade que estamos enfrentando. O problema no Brasil é grande, com cidades em situações de desespero. Amar é fazer o que é preciso, ou seja, fazer o que cada um possa fazer por si e pelo bem do outro.

Acompanhe seriamente a situação de sua cidade. O medo existe e é preciso continuar, apesar dele. Devemos, nesse momento, respeitar a nossa impotência diante dessa situação, não negando o que a realidade tem nos mostrado.

Era isso por hoje.

Obrigado pela sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Se cuidem e cuide de quem é mais vulnerável do que você.

Um abraço.