Mitologia Grega – o deus Pã

Oi Gente

Faz um tempinho que não coloco nada por aqui sobre a mitologia grega, algo que gosto de pesquisar. Hoje, quero dividir aqui com você um pouco sobre o deus Pã.  É desse deus mitológico Pã, que se originou a palavra Pânico. Saiba um pouco sobre esse mito por aqui… 

Na mitologia grega, é o deus dos bosques, dos pastores e rebanhos, conhecido como Lupércio na mitologia Romana.

Com sua aparência metade bode com cascos e metade humano, porém com chifres já foi inclusive comparado com o que seria descrito como a imagem do diabo. Muitos são as histórias sobre quem são os seus pais verdadeiros, alguns lhe atribuindo como filho de Hermes e Penélope, lembrando que Hermes era um dos deuses do Olimpo, filho de Zeus e Maia. 

IV – Mitologia Grega – Zeus o grande deus do Olimpo

Ao nascer, devido a sua má formação, Pã foi abandonado por sua mãe e Hermes ao aprensentá-lo ao templo Olimpo, todos ali zombaram de seu filho e, a partir de então, Hermes o proibiu de chamá-lo de pai.

Pã, “como os outros deuses que habitavam as florestas, era temido por aqueles cujas ocupações os obrigavam a atravessar as matas durante a noite, pois as trevas e a solidão que reinavam em tais lugares predispunham os espíritos aos temores supersticiosos”. p. 167

Os pavores súbitos, sem nenhuma causa aparente, causando verdadeiro terror eram atribuídos ao deus Pã. É daí que vem o nome pânico, hoje atribuído à Síndrome do Pânico.

O deus Pã é amante da música, por isso sempre carrega consigo sua flauta, de onde vem o nome dado ao instrumento flauta de pã.  A sua diversão predileta ela correr atrás das ninfas. “As ninfas dos bosques, companheiras de Pã nas danças, constituíam apenas uma das classes das ninfas. Havia, além delas, as Náiades, que governavam os regatos e as fontes, as Oréades, ninfas das montanhas e grutas e as Nereidas, ninfas do mar”, mas essas ninfas zombavam de Pã pelo seu aspecto e rosto  assustador, o que levou Pã a querer nunca amar.

Um dia, lá estava Pã a correr pelos bosques, quando de repente encontra a Ninfa Syrinx, diferente das outras que tinha como sua única paixão a caça. Pã, muito viril, se apaixona por Syrinx e começa a cortejá-la.  

A Ninfa ( pequenas deusas da natureza que povoavam a terra-desde nascentes, nuvens, árvores, cavernas, prados e praia) Syrinx, assustada com as declarações de Pã sai correndo em busca de ajuda às suas outras ninfas irmãs. No momento em que Pã quis se aproximar para abraçá-la, a Ninfa se transforma em um grupo de juncos. Quando Pã pensou que havia capturado a ninfa Syrinx, o vento suave agitou os juncos e de lá saiu um som fino e delicado e Pã então gritou: “Você e eu iremos ficar em uníssono”. 

Syrinx havia se transformado em junco por ter sido atendido o seu pedido junto aos deuses de Olimpo, pois queria ficar escondida para todo o sempre. Mas não adiantou, pois Pã fez dela seu instrumento inseparável. A melodias que saiam da frauta eram sempre tristes, pois representava o fracasso da fuga.

Pã começa então a procurar lugares mais solitários para tocar a sua flauta, mas quando estava sentado no alto de um rochedo, eis que aparece Pítis, que se aproxima do mesmo querendo escutar melhor a melodia. Pã, um galanteador, chega mais perto de Pítis para conversar. Acontece que o vendo do norte, chamado de Bóreas era apaixonado por Pítis. Cheio de ciúmes Bóreas sopra um vento tão forte, levanto a sua Pítis a cair em um precipício.
O corpo de Pítis aos cair no precipício se transforma em um pinheiro, por isso Pitis significa pinheiro em grego. Devido a esse fato, em algumas representações de Pã, a sua cabeça é coroada com ramos de pinheiro.
Pã, não desistia nunca em encontrar alguém para se amar, embora nunca conseguiu se unir a qualquer criatura amada por ele. Pã continuava a caminhar pelas florestas e montanhas tocando a sua flauta e eis, que de repente, ele ouve ao longe uma voz terna que parecia que repetia o mesmo som que ele estava emitindo. De onde viria aquele som? Era a voz da ninfa Eco, filha da Terra e do Ar. Pã então começa a procurar Eco e, embora a seguisse nunca conseguia alcançá-la.
Pã continua sua vida nas grutas, montanhas e florestas e, quando surge Tífon, o inimigo dos deuses, encontra Pã com outros deuses. O medo naquele momento fez com que cada um dos deuses se transformasse em animais e, assim, Pã corre assustado e entra dentro de um rio, onde a sua metade animal mergulhou, podendo disfarçar a metade de seu corpo. A sua cabeça e a metade do corpo se assemelhava a uma cabra. Zeus considerando a estratégia de Pã muito inteligente e esperta, resolve então transformá-lo na constelação de Capricórnio, como forma de homenagem.

A palavra pânico tem sua origem na mitologia. É desse Pã da mitologia grega que vem o medo por se tratar dessa figura monstruosa e assustadora que foi descrito acima.

Em Atenas foi erguido um santuário ao deus Pã, que ficava próximo a praça pública, onde havia Assembléias públicas onde se juntavam grande número de pessoas (ágora). Por ali passavam muita gente, as quais apresentavam muito medo (phobos) em relação a esse lugar. A origem do termo agorafobia (medo de lugares públicos) vem daí a sua origem. A Agorafobia é um tipo de distúrbio de ansiedade relacionado a Síndrome do Pânico, levando a pessoa a não frequentar lugares onde há aglomeração de pessoas.

Já trouxe aqui no blog vários posts sobre mitologia, se caso você se interessar pelo assunto, fique a vontade para visitá-los. Acho legal começar por esses: 

I – Mitologia e o início da Mitologia Grega

II – Mitologia grega – Os Famosos Titãs

III – Mitologia Grega – Chronus e Rhea

IV – Mitologia Grega – Zeus o grande deus do Olimpo

V- Mitologia Grega – Poseidon e Hades

VI – Mitologia Grega – A deusa Hera

VII – Mitologia Grega – Hefesto

7 seres importantes da mitologia grega

Os 11primeiros deuses da mitologia grega

Era isso por hoje.

Obrigada por sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

Referências:

http://www.penapensante.com.br/2016/12/da-flauta-de-junco-ao-eco-das-montanhas.html

BULFINCH, T. – O Livro de Ouro da Mitologia – Histórias de deuses e heróis – Ed. Agir, Rio de Janeiro, 2014.