Picasso – Biografia, obras e causa morte de Casagemas

Oi Gente

O objetivo do post é trazer aqui para você um pouco da Biografia e obras do famoso pintor Pablo Picasso. Ler biografias de pessoas que deixaram suas marcas na história mundial, as vezes, possa servir para que possamos refletir sobre o percurso de determinados seres humanos para deixar algo para as gerações seguintes.

Segundo as palavras de Picasso, a sua mãe lhe disse quando era criança: se “te fazes soldado, chegarás a general; se te fazes cura, chegarás a papa…’. Eu queria ser pintor e cheguei a Picasso”.  A sua determinação, admiração e apoio da família, bem como  a sua grande confiança, dedicação e produção de suas obras, fez dele o grande pintor que revolucionou a história da arte.

Mas, o que quero dividir com você aqui hoje, além de alguns fatos de sua vida e obra,  é o segredo por trás da morte de Casagemas, o melhor amigo de Picasso na juventude e que levou o artista em uma profunda melancolia, durante três anos de sua vida.  Saiba um pouco por aqui…

 

Auto-retrato com a paleta na mão – 1906 – Óleo Sobre Tela 92 x 73 cm – The Philadelphia Museum of Art – Filadélfia (Estados Unidos).

Serão apresentadas algumas de suas obras, até porque,  para se ter uma idéia, Picasso foi um dos pintores mais produtivos durante seu percurso profissional. Pesquisando os números de sua produção artística, observei que eles divergem muito e,como não cheguei a uma conclusão da veracidade dos números, prefiro dizer que foram milhares de trabalhos, divididos entre desenhos, pinturas à óleo, pastel, gravuras, colagens, ilustrações em livros, esculturas e trabalhos em cerâmica.

Tentei pesquisar de uma forma que a gente possa saber um pouco mais sobre o artista e entender o que levou ele ao seu Período Azul, após o suicídio do seu grande amigo de adolescência e início de juventude.

BIOGRAFIA E ALGUMAS DE SUAS OBRAS

Em 25 de outubro de 1881, nascia Pablo Ruiz Picasso, na cidade de Málaga, uma cidade tranquila no sul da  Espanha. Filho mais velho de dom José Ruiz Blasco, professor de arte, (1838-1913) e de Maria Picasso López (1855-1939). Uma família simples, porém dedicada aos filhos e principalmente a permitir que o pequeno Pablo pudesse desenvolver as suas habilidades artísticas, as quais já na primeira infância se destacava perante aos olhos de quem o conhecia.

Uma curiosidade sobre o seu nome de batismo, que era enorme,  Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remédios Cipriano de Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso. Essa série de nomes referia-se a uma forma de honrar vários santos e parentes. Os dois últimos Ruiz Picasso foram incluídos pelos pais, de acordo com a lei espanhola.

O nome Picasso era sobrenome de sua mãe e que ele, somente  após expor alguns anos mais tarde, em Paris, na galeria de Ambroise Vollard, prestigiado marchand dos impressionistas, resolve adotá-lo definitivamente em suas obras.

Foi nessa exposição, onde Picasso expôs 60 obras feitas logo após a morte de Casagemas, em tempo record que ele começou a ser conhecido no meio artístico de Paris. Nessa exposição obteve  muito sucesso de vendas e da crítica, começa, a partir de então, a assinar suas obras apenas como Picasso.

Picasso teve duas irmãs, Lola e Concepción, e juntos cresceram em sua família onde a arte sempre esteve presente. Já na infância, orientado por seu pai tinha o costume de desenhar pombas e temas relacionados aos touros, apresentando já um grande talento na sua pouca idade.

Admirava seu pai Dom José e queria ser pintor como ele quando crescesse e, o ambicioso Picasso, já pensava em  até mesmo superá-lo. Passava horas observando seu pai a pintar.

Aos 5 anos ele já gostava de desenhar e em qualquer lugar que estivesse lá estava ele dando seus rabiscos e já com qualidade pela pequena idade. Ele tinha uma pulsão pelo desenho e desenhava o tempo todo. Quando algo chamava sua atenção lá ia a desenhar. A velocidade com que desenhava já mostrava um dom extraordinário.

Seu pai era apaixonado pelas touradas( Corrida de Los Touros) e sempre levava Pablo com ele para a arena. Aos 08 anos pintou sua primeira tela, no ateliê do pai.

Aos 9 anos costumava sair sozinho caminhando por Málaga e, como observador, percebeu o mundo dos ciganos e o chamou a atenção o modo diferente que viviam, diferente do seu.

A família de Picasso, no ano de 1890, devido ao novo emprego de seu pai como professor na Escola de Belas Artes de Guarda, se muda para a cidade de La Corunã. Seu pai vai em busca de melhorias na situação econômica. 

Em La Corunã, capital galega, o clima era cinza e chuvoso e seu pai com 50 anos se sentia abatido pelas poucas condições para sustentar a família. Don José começa a se sentir indisposto, melancólico, longe dos amigos e das touradas. Picasso que tinha o pai como herói, sofre com esse clima triste. A esperança do seu pai era que Picasso se tornasse um grande pintor.

O ambiente da cidade era muito mais fechado, as casas mais juntas, muita chuva. Um terra nova, sem muito sol. Para fugir da tristeza e vendo seu herói naquele estado melancólico,  Pablo desenhava as paisagens que via naquele lugar e, nessa época, já produzia vários desenhos.

 

Picasso em 1891, com 10 anos.

Picasso se matricula na mesma escola, onde seu pai dava aula, e ali copiou modelos de gesso e foi aos poucos se familiarizando com a escultura clássica.

No ano de 1895, sua irmã Concepción morre vítima de difteria, o que deixou o pequeno Picasso traumatizado. A família mergulhada em uma tristeza profunda, se muda para Barcelona, onde seu pai aceitou uma vaga para dar aulas de desenho na Escola de Belas Artes de La Llotja.

Devido a pouca idade, Picasso não podia estudar na mesma escola de seu pai. Dom José solicitou a autorização e, após Picasso ter sido submetido a testes de admissão, onde geralmente tinha-se um mês para concluí-la, Picasso a finalizou em apenas uma semana, deixando a banca examinadora desconcertada e, com voto de unanimidade, aceitaram a sua entrada.

 

.Escola de Belas Artes de La Llojta – foto de 1870

Nessa Escola, Picasso fez amizade com Manuel Pallarès o qual, cinco anos mais velho, o ajudou a ingressar nos ambientes de Barcelona. Ali fez algumas amizades com Joaquim Bas, Francesc Bernagerri, Ramon Pitxot, Francesc Galí e o escultor Josep Cardona.

O pai de Picasso era quem dirigia a sua carreira nesse momento, o que fez com que se afastasse dos pintores catalães. Seu pai alugou uma pequena sala para ele, perto de casa, para que pudesse trabalhar sozinho e, ali, seu pai o examinava e julgava os trabalhos levando os dois a discutirem com frequência. Dom José ensinava ao filho a pintura acadêmica.

 Adolescencia de Picasso

Picasso com 14 anos

Aos 14 anos, a pedido de seu pai para que terminasse uma de suas pinturas, Dom José ao observa-lo  ficou fascinado pela firmeza de seus traços e pelo talento do filho.

Nesse momento, Dom José percebeu que ele próprio não teria, com sua arte, o poder de participar do círculo de grandes artistas mas, vendo o talento do filho, acreditou que Pablo poderia. Deu suas tintas e sua paleta ao filho e como que desse a autorização para que Pablo pudesse ser o que ele não conseguiu. Que sabedoria de Dom José ao admitir sua frustração e permitir que o pequeno Pablo pudesse superá-lo.

 

Quadro A primeira Comunhão – 1896

No mês de abril de 1896, Picasso, com apenas 14 anos, apresenta o quadro acima na III Exposição de Belas-Artes e Indústrias Artísticas de Barcelona, recebendo muitos elogios.

 

Ciência e Caridade – 1897 – Óleo sobre Tela – Museu Picasso Barcelona (Espanha)

O quadro foi pintado no seu primeiro ateliê, seguindo o estilo acadêmico. “O tema foi recomendado por seu pai a partir de dois motivos da moda na época: o avanço da ciência e a filantropia, inspiração para o título da obra”. p. 34

Picasso, com apenas 16 anos, pintou a tela tendo como referência seu pai na posição de médico. Esse quadro foi enviado à Exposição Nacional de Belas-Artes de Madri, onde obteve menção honorífica. 

Após esse resultado, seu pai decidi enviar o Jovem Picasso para estudar na Academia de Belas-Artes de San Fernando, em Madri, capital espanhola. E, aos 17 anos já começa a se tornar mais independente, pois não aderia ao formalismo da escola e concentra seus estudos em copiar as grandes obras do Museu do Prado.

PICASSO EM BARCELONA

Em 1898, com escarlatina (infecção bacteriana) é obrigado a voltar para a Barcelona.  Em Barcelona, já mais seguro de si, prosseguiu os seus estudos e se instala em um ateliê de seu amigo Cardona, próximo a Las Ramblas ( um dos pontos mais movimentados de Barcelona).

Com apenas 18 anos, sem necessitar da mesada do pai, junto com seus amigos começam a explorar novos mundos, com a sua habitual rebeldia, sempre acompanhado do seu melhor amigo romântico Casagemas.

Picasso era curioso, pesquisador e aberto as novidades. Ele  queria dar um novo rumo a sua arte. Frequentava a boemia de Barcelona. Era o final do século XIX e Barcelona mergulhava em novos ares artísticos e intelectuais, rumo a modernidade.

Dom José não entendia essa vida que o filho estava vivendo em Barcelona, onde a vida noturna, frequentando todos os tipos de ambientes, tinha medo de que Pablo se perdesse na vida desregrada das noites em Barcelona.

 

Cabaré Els Quatro Gats – 1897 

Com os amigos, Cardona e o poeta Jaume Sabartés começam a frequentar o cabaré Els Quatro Gats onde convive com Carlos Casagemas, seu amigo inseparável. Ali podiam conversar, comer e beber com pouco dinheiro.

Frequentando a noite de Barcelona, Picasso conhece quase todos os artistas catalães da época, entre eles: Isidre Nonell, Joaquim Sunyer e Julio González.  Através desses contatos no Els Quatro Gats, onde era o ponto de encontro dos artistas da época, Picasso toma conhecimento das várias correntes artísticas da Europa, principalmente  Paris e Munique, cidades onde estavam acontecendo uma revolução no mundo das artes.

O sonho desses artistas modernos, abertos para o novo, era conhecer e viver em Paris. Picasso não queria mais continuar pintando quadros clássicos.

PICASSO EM PARIS

Bateau Lavoir – (pegou fogo no ano de 1970)

Em outubro de 1900 foi para Paris com o amigo  Casagemas. Nesse momento ele deixa para traz o que o pai queria e Dom José não podia mais detê-lo.

Chegou em Paris, no dia de seu aniversário de 19 anos. Não falava francês e achava a língua difícil.

Exposição Universal de 1900- Paris

Paris era o centro de referência das artes. Os dois jovens chegam em um momento, onde a capital da França, estava fervilhando de visitantes de todo o mundo que vinham em visita à “Exposição Universal de 1900″, (Uma exposição, semelhante a  feira mundial,  que durou alguns meses, onde celebravam as conquistas do século passado e o desenvolvimento que esperavam para o futuro. O estilo mais apresentado na Feira foi a Art Nouveau ) – Quem foi René Lalique?

Pablo e Casagemas ao chegarem em Paris, encontraram um ambiente da mais pura modernidade. Ficaram maravilhados no que encontraram e estavam vendo por lá.

A  cidade acabara de inaugurar o seu metrô e tantas outras atrações para a realização da feira. Picasso, embora já conhecido pelo seu precoce talento na Espanha,  era apenas mais um artista desconhecido que acabara de chegar à cidade luz.

Nessa Feira Mundial, havia um pavilhão chamado Grand Palais, dedicado  a exposição dos grandes artistas, como Renoir, Van Gogh, Rodin e outros famosos e o jovem Pablo Picasso ficou impressionado em ver todas as obras coloridas, desses famosos artistas,  que só os conhecia nas cores em preto e branco.

Essa viagem serviu de grande inspiração para ele e, vendo esse mundo dos artistas famosos da arte, decidi que quer ser um pintor como eles. Ele tinha uma ambição grande de se tornar o melhor artista de todos os tempos. (Quem sabe para atender o desejo da mãe, lembra do que ele mesmo fala sobre o que escutou de sua mãe?).

O pintor, recebeu apoio da colônia Catalã e sobrevivia, inicialmente, pela encomenda de todos os seus quadros feita por  um pequeno marchand de nome Pedro Nañach o qual estava encantado pelo colorido das telas do jovem Picasso.

O Marchand, em troca, oferecia um salário mensal de 150 francos. Nada mal, para o jovem Pablo que já poderia sobreviver de sua arte em Paris.

Nesse novo ambiente, ele e Casagemas começam a frequentar a boêmia francesa, conhecendo mulheres e lugares frequentados também por outros artistas.

O QUE FOI MOULIN DE LA GALETTE?

Moulin de La Galette em 1910

Moulin de La Galette (O Moinho da Galette) localizado no Montmartre, ao lado do moinho que ainda existe hoje. “Numerosos moinhos de vento marcaram a vida desde a Idade Média. O Moinho da Galette foi uma das muitas tabernas que cresceu à medida que a indústria do entretenimento crescia e era a recreação, onde se podia dançar aos domingos. Das 15 horas até a noite, comendo bolos. A alegre atmosfera de liberdade e prazer atraiu o boêmio e os artistas que encontraram modelos não-profissionais, as pessoas comuns que gostavam de se divertir, mas também os burgueses que se deixavam se embebedar”. https://www.histoire-image.org/etudes/moulin-galette

Um lugar de diversão dos mais concorridos da Belle Époque, frequentado pelos artistas e serviu de inspiração  para Picasso  para uma de suas  primeiras pinturas em Paris.

Moulin de La Galette – Pintura a óleo – 88,2 x 115 cm –  1900

Essa obra de Picasso, Moulin de La Galette, pintada no ano de 1900,   se encontra hoje no Museu de Guggenheim.

Nessa sua primeira experiência em Paris pintou, ainda, French Can-Can e Pierrô e Bailarina, entre outras telas. Vale lembrar que Moulin de La Galette também foi pintado por outros grandes artistas, como Renoir, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Van Gogh – resumo biografia e sua preferencia pela cor amarela 

A causa da Morte de Casagemas

Germaine Gargallo

Picasso e Casagemas se entregam a vida boêmia de Paris, onde ainda jovens, não sabiam dos riscos que poderiam estar envolvidos. Tudo parecia possível. Casagemas desenhava com amor sua musa e modelo a qual posava como modelo para outros artistas.. Casagemas não tinha relações sexuais com Germaine e ela o considerava um inútil

Os dois jovens, Picasso e Casagemas, encantados com tantas novidades, começam a se envolver com as mulheres e eis que o romântico Casagemas se apaixona pela modelo Germaine Gargallo, que era também lavadeira.  Acontece que Germaine não resistia ao encanto e olhar sedutor de Picasso e ali começa então a viverem um triângulo amoroso.

Casagemas, o romântico, decepcionado cada vez mais se entrega ao alcoolismo. Enquanto que Picasso, não levando a sério a paixão e sentimentos do amigo, se envolve com Germaine. 

O Suicídio do amigo Casagemas

Casagemas “havia se apaixonado pela modelo Germaine Gargallo. Com o amor não correspondido, o amigo entregou-se à bebida. Para tentar ajudá-lo, Picasso o levou de volta à Espanha a fim de passar as festas natalinas.

Picasso estava em Barcelona e Casagemas regressou a Paris e, em 17 de fevereiro de 1901, suicidou-se em um café do Boulevard de Clichy, diante dos olhos atônitos de Pallarès, Manolo Hugué e da própria Germaine, a quem tinha tentado matar momentos antes. Sentados em uma mesa, como era de costume, simplesmente tira um revolver e diz: “Como  Germaine não me quer a vida não vale nada” e assim tirou sua vida.

A tragédia foi dupla, já que a mãe de Casagemas morreu ao ser informada do suicídio do filho. Mais tarde, Germaine se tornou esposa do pintor surrealista Ramon Pitxot”. p. 42

A PRIMEIRA REAÇÃO DE PICASSO

Quando isso aconteceu, Picasso não estava em Paris, estava em visita a alguns amigos em Barcelona. Quando do seu retorno à Paris e notificado a respeito a sua primeira reação, estranhamente, ele não se mostrou preocupado. 

Seu Marchand lhe contou uma notícia boa de que ele havia conseguido colocar uma exposição dos quadros de Pablo na Galeria Ambroise Vollard, junto com o marchant de Renoir e Cézanne. Pablo pintou em um mês 60 obras para essa exposição. Suas obras eram inspiradas em Lautrec.

Em 25 de junho de 1901 foi realizada a primeira exposição de Pablo Picasso, o jovem de 19 anos, passa a partir de então a assinar como nome artístico somente PICASSO.

Auto Retrato – Eu Picasso –

Picasso também ficou conhecido como “le petit Goya”,  após essa exposição “Graças à mostra, “le petit Goya” fez novas amizades, entre elas com o jovem e brilhante poeta e crítico de origem judia Max Jacob e com o escultor espanhol Paco  Durrio, amigo e admirador de Gauguin.”p. 15

 Picasso, inicialmente,  parecia não querer ver o acontecido com seu amigo Casagemas, como se utilizasse de uma defesa para bloquear uma dor e culpa que fora ali instalada. Mas, passado 6 meses, ele cai em uma grande melancolia e se fecha novamente em si mesmo. O colorido de suas telas são transformadas agora em algo mais sombrio, levando a seu marchand a não entender o que acontecia e abandoná-lo, pois as vendas de seus quadros não aconteciam mais.

Com as lembranças de Casagemas em sua mente, Picasso pinta a tela acima, com o sinal de onde seu amigo deu o tiro. Esse quadro ficou guardado durante 50 anos, como se fosse algo de muito intimo para ajudar na elaboração da morte do amigo. 

Nesse período, Picasso começa então a visitar e dirigir seus olhares para os lugares mais sombrios de Paris, a olhar toda as misérias do ser humano. Foram 3 anos de sofrimento, poucas vendas, falta de dinheiro, se sujeitando a viver com muitas necessidades, sendo até mesmo comentado que chegou a roubar pão de um ateliê de amigos.

A arte para ele era a sua forma de expressar seus sentimentos: “Pinto igual outros escrevem suas biografias. Os quadros terminados são as páginas de meu Diário”. (Picasso). 

É nesse estado melancólico e de sofrimento de Picasso que entrou no que foi dominado como Período Azul, onde refletiu em suas telas todo o sofrimento do artista. Lembrando que nesse período ele ainda era um jovem que estava entrando na casa dos 20 anos.

Sua produção artística no período, conhecido como Azul

Quando Picasso realmente vai elaborar o luto e a morte de seu amigo Casagemas, por suicídio, e ainda, as suas visitas a lugares menos visitados de Paris, como por exemplo uma visita à “prisão de Saint-Lazare, ocupada por prostitutas doentes e abandonadas, aumentou a depressão de Picasso. A cor azul invadiu obsessivamente sua paleta a ponto de caracterizar a próxima etapa de sua produção artística”. p. 16

As suas próximas pinturas nos tons azuis, também marcaram com a ruptura com Manãch, seu marchand, que desaprovava a mudança de estilo, por preferir a explosão do colorido das suas pinturas anteriores.

Em janeiro de 1902, retorna a Barcelona e se aprofunda em seus estudos sobre essa nova linha cromática. “Durante o período azul, estilizou o desenho e abordou temas como o abandono, a solidão e a morte. Também produziu cenas ambientadas nos prostíbulos de Barcelona.”p. 17

Nesse período, ainda viajava entre Paris e Barcelona, sendo que no ano de 1903, viveu o ano de maior aprimoramento dessa fase, onde pintou as telas: Os pobres na praia, A celestina, O abraço, O louco e A vida, era o auge do seu período azul.

Algumas obras do período azul (1901-1904)

O funeral de Casagemas (Evocação)

A obra acima acima foi a primeira obra de Picasso, nessa nova fase, conhecida como “período Azul” que permaneceu entre os anos de 1901 a 1904, onde ele retrata o mundo dos pobres, discriminados e abandonadosAs telas desse período demonstram bem a tristeza do artista nesse período.

Retrato de James Sabartés – 82×66 – 1901 – está no Museu Pushkin em Moscou

Arlequim e sua companheira – Óleo sobre tela – 63×60 – 1901 – está no Museu Pushkin em Moscou

“A imagem foi pintada em Paris e desenvolve um tema típico do início de Picasso, um café de Paris, onde artistas e atores de circo se reúnem e encontram trabalho. Este é um dos primeiros exemplares de Picasso lidando com o que se tornou um tema-chave para ele, o destino do indivíduo criativo. A imagem trágica do artista viajando simboliza o pesado fardo que as pessoas assumem ao dedicar sua vida à arte e ao mal-entendido e à zombaria que enfrentam. Ivan Morozov comprou esta obra-prima de Picasso na galeria Ambroise Vollard, em Paris, no ano de 1908”. (informações do site do Museu Pushkin em Moscou-site nas referencias).

 

A bebedora de absinto – Óleo sobre Tela – 73×54 – 1901 – Se encontra no Museu Hermitage em San Petersburg

Picasso pintou essa tela no ano outono de 1901, estava com apenas 22 anos. Essa tela, segundo especialistas, aborda o tema solidão. “Integra uma série na qual o pintor mostra a figura de mulheres sós e em pose de recolhimento, acompanhadas tão somente por um copo de absinto ou um cigarro como em Mulher com os braços cruzados, Mulher com laço, Mulher com cigarro, A bebedora adormecida ou Cortesãs no bar. p. 38

“As alongadas mãos, típicas dos lânguidos personagens do período azul, parecem garras que aprisionam o corpo e a cabeça. Procedente do lado esquerdo, a luz reflete um rosto anguloso, inexpressivo e de feições duras que – apesar dos traços simples das sobrancelhas, dos olhos, do nariz e da boca – transmite desesperança, resignação e cinismo”. p. 38

 

A vida – Óleo sobre Tela – 197 x 127,3 cm – Se encontra no Museu The Cleveland Museum of Art – Cleveland – EUA

Essa tela é uma das mais importantes do período azul. Ela foi pintada em Barcelona, em uma fase de Picasso de muito entusiasmo.

“Repleto de simbolismos, este quadro foi interpretado como uma alegoria do amor sagrado e do amor profano, do ciclo da vida e da carreira do pintor moderno. Talvez mescle tudo isso, e o dedo de Casagemas, como nas imagens de São João Batista, indique a mudança que será registrada na trajetória artística de Picasso”. p. 42

Nesse período, Picasso passou por momentos, onde se encontrava totalmente perdido. Sem dinheiro, voltou para Barcelona solicitando ajuda da família.

Picasso em 1904 em Paris

Picasso participava de alguns eventos em Paris, mas se estabelece mesmo na cidade, no ano de 1904, em abril desse ano, onde foi morar em uma casa da praça Ravignan, no bairro de Montmartre, chamado de Bateau-Lavoir – “Batau-Lavou ou Barco-Lavadouro era um tipo de barcaça de madeira, dividida em cubículos, que a municipalidade de Paris cedia às lavadeiras a fim de lavar roupas à beira do rio Sena. Era também o nome dado pelo poeta Max Jacob ao aglomerado de pequenos ateliês, construídos de madeira, por onde a água da chuva se infiltrava; na Rua Ravignan, numero 13. (…)  Principalmente sob a influência da personalidade de Picasso, o lugar tornou-se centro literário e artístico, e era muitas vezes visto como o cenário do nascimento do Cubismo.” http://dancarte-manela.blogspot.com.br/2007/06/picasso.html

Foi nesse imóvel precário que Picasso conheceu Fernande Olivier, que viveu no período de 1881 a 1966, que se tornaria sua primeira modelo e sua companheira, convivência que durou 7 anos

Aos poucos, Picasso começou a admirar os impressionistas, descobriu Delacroix e Ingres no Museu do Louvre, onde começou a estudar Degas, Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec. Começa também a ter uma curiosidade e admiração pelas artes egípcia e assíria.

A primeira modelo e primeiro amor de Picasso

Fernande Olivier

A francesa Fernande Olivier  foi a sua primeira modelo, na nova fase de Picasso, o período Rosa.  O artista pintou 60 retratos de Olivier. Se conheceram em 1904 e no próximo ano foram viver juntos. Olivier já tinha sido casada. Essa relação durou sete anos, com momentos tempestuosos, de ciúmes e paixões que, as vezes, explodiam em violência.

“Formosa e boa cozinheira, Fernande também mostrava afinação com o “grupo de Picasso”, amigos espanhóis que visitavam o pintor com frequência.”p. 17

Quando Picasso finalmente conseguiu o sucesso como artista, ele começou a perder o interesse em Fernande, ao lembrar-lhe de tempos difíceis. Eventualmente, eles se separaram em 1912, deixando Olivier sem uma maneira de continuar a viver no estilo a que se acostumara. Ela não tinha direito legal de esperar nada do pintor, já que ela ainda estava tecnicamente casada com seu primeiro marido. Para sobreviver, ela tomou vários trabalhos estranhos, de um caixa de açougueiro para uma vendedora de antiguidades. Ela também complementou sua renda dando aulas de desenho. https://en.wikipedia.org/wiki/Fernande_Olivier

Gertrudes Stein

Em novembro de 1904, a sorte bateu a sua porta, quando Gertrudes Stain, de 30 anos, uma americana herdeira de uma rica família americana que, alguns dias antes, havia visto um quadro de Picasso e tendo gostado, bateu em seu ateliê sem avisar e comprou de Picasso 10 quadros ao preço de 800 francos.

Picasso percebeu que estava em frente a grande possibilidade de mudança em sua vida. Picasso pediu para que posasse para ele. “Gertrudes teria posado mais de 80 vezes até Picasso ficar satisfeito com o seu trabalho. Ela era homossexual e,  sentindo dificuldades para pintar seu rosto, comentou: “Não consigo vê-la quando a olho”.  Queria transmitir a expressão de Gertrudes. Deixou o trabalho inacabado por vários meses em seu Ateliê e vai em busca de mais inspiração, quando visita a Gósol, visitando uma Igreja e observou uma face em uma obra de arte e dali se inspirou para, no outono de 1906, concluir o seu quadro sem ter visto mais a modelo.

O Período Rosa – 1905-1906

Embora esse período em que se encontrava na boêmia pobre, Picasso se mostrava feliz e a pintura dele experimentou uma gradual transformação cromática e temática. “Aos poucos, a frieza do azul cede espaço para cores mais quentes.”

Em 1905, Picasso visita rapidamente a Holanda, onde amplia as cores de sua paleta e começa a pintar nus. As suas telas desse período também foram compradas pelo marchand Vollard. É um momento onde Picasso, pela primeira vez, consegue desfrutar de uma situação financeira mais favorável.

A família de saltimbancos – Óleo sobre Tela – 212,8 x 229,6 cm – The National Gallery of Art – Washington -EUA

Durante esse período ele se interessou também com o mundo do circo, onde ele visitava frequentemente o circo Médrano, próximo a sua casa em Montmartre.  A pintura a óleo A Família de Saltimbancos, é um destaque de seu período Rosa. “Também conhecido simplesmente por Os saltimbancos, o quadro foi o resultado de um longo e minucioso trabalho prévio, marcado por modificações e recomeços.”

Retrato de Gertrude Stein – Óleo sobre tela – 176 x 83 cm – 1906 – Metropolitan Museum of Art – Nova York (EUA)

A revolução na História da Arte

Les Demoiselles dÁvignon – Óleo sobre tela – 243,9 x 233,7 cm – 1907 – The Museum of Modern Art, Nova York (EUA)

Em abril de 1907, conclui uma de suas obras mais importantes e famosa do Pintor e  de grande dimensão: Les demoiselles D’avignon. Esse quadro representava uma cena em um prostíbulo de Barcelona e uma das personagens foi inspirada em Fernande. Foram nove meses de trabalho sobre essa obra que revolucionou a história da arte.

Les Demoiselles D’Ávignon “acabava de estabelecer as bases de dois movimentos artísticos fundamentais do século XX: O cubismo e a pintura abstrata”.

Os amigos de Picasso ficaram chocados e não compreenderam a revolucionária obra. “Matisse, com quem Picasso mantinha séria rivalidade artística, afirmou que o quadro era cópia de sua Alegria de Viver (1906). Por fim, o pintor francês qualificou a tela de “confusa, abominável e amorfa”. Esse quadro ficou guardado em Bateau-Lavoir até o ano de 1916, quando foi exposto ao público pela primeira vez recebendo esse nome.

O Cubismo

Ainda em 1907, Picasso conhece por intermédio de seu amigo Apollinaire, o pintor Georges Braque, que também era um admirados de Cézanne. Braque nesse ano já estava aplicando as fórmulas geométricas em suas pinturas. Assim, entre os anos de 1908 e 1904, essa dupla, com respaldo de Kahnweiler, deram origem ao Cubismo que vinha revolucionar a pintura.

Fábrica de Horta – Óleo sobre Tela – 284 x 336 cm – 1909 – Hermitage, São Petersburgo (Rússia)

Em 1909 “Braque e Picasso competiam no aprofundamento de um novo estilo chamado cubismo, baseado nos estudos de Cézanne.”.  Picasso viajou a Horta de Sant Joan e, nas proximidades da montanha de Santa Bárbara, situava uma fábrica onde Picasso se inspirou para a realização dessa obra. Também em Horta de Sant Joan, o pintor executou outras pinturas como Casas na Colina, O moinho e o depósito.

 

Retrato de Ambroise Vollard – Óleo sobre Tela 92x65cm – Museu Pushkin, Moscou (Rússia)

Em 1910, Picasso resolve retratar os seus amigos marchants pela ordem em que os tinha conhecido, pintando Ambroise Vollard, Wilhelm Uhde e Daniel – Henry Kahnwieller.  A obra do Retrato de Ambroise Vollard é corresponde ao período cubismo Analítico.

Eva Gouel

Eva Gouel o novo romance de Picasso

No final de 1911, o pintou descobriu que Fernande havia tido um caso extraconjugal. Não tolerava a infidelidade das mulheres, embora o mesmo a praticasse. 

No outono desse mesmo ano, Picasso conhece Eva Gouel, nome artístico, cujo seu nome verdadeiro é Marcelle Humbert (1885-1915). Devido a essa paixão por Eva, introduz em suas telas cubistas as palavras “Ma Jolie”, representando a sua paixão por Eva. A partir de então, as cores voltaram as suas obras.

Em 1913, o casal parte em direção a Céret, onde Picasso se encontra com Max Jacob.  Algumas semanas depois, morre seu pai em Barcelona.

A Primeira Guerra Mundial

Em 1914, inicia-se a primeira guerra mundial e seus amigos Braque e Derain foram convocados. Acaba nesse momento a euforia cubista. Picasso mais tarde comentaria sobre esse fato: “Levei-os à estação de Avignon; desde então, nunca mais nos encontramos”.

Em 1915, morre Eva Gouel, vítima de tuberculose. Picasso vive novamente uma nova crise emocional.

No ano de 1916, recebe um convite do poeta Jean Coctau, para confeccionar a  decoração e os figurinos de Parade, “uma produção para o prestigiado Ballet Russo de Sergei Diaghilev, com música de Erik Satie”. Como o tema se referia ao universo circense, um de seus temas preferidos, Picasso aceitou sendo não compreendido essa decisão pelos seus amigos. Essa colaboração de Picasso nesse projeto se estendeu até o ano de 1927.

Nesse período, Picasso obrigou-se a passar um período em Roma, para cumprir o contrato, onde visitou as “ruínas do Foro Romano, Pompéia e Herculano e os museus de Nápoles, Florença e Milão. O contato com a arte clássica e os ensaios do balé representaram a reconciliação do pintor com a beleza do corpo – um deles lhe chamou sua atenção: o da bailarina Olga Koklova (1891-1955) filha de um coronel do exército Russo”.

Arlequim de Barcelona – 1917 – Museu Picasso em Barcelona – Espanha

Quando a companhia de balé fez sua turnê pela Espanha, Picasso pinta o quadro Arlequim de Barcelona, onde marcou sua fase neoclássica.

Em 12 de julho de 1918, Picasso se casa com a bailarina Olga, na Igreja Ortodoxa russa de Paris e viajam para Biarritz, “cidade francesa que era destino tradicional da alta nobreza russa”.

De volta a Paris, o casal vão morar em uma imensa casa na rua Baétie, um bairro elegante, rodeado de galerias de arte e lojas luxuosas. Nessa mesma época, Picasso troca seu marchand pelo francês Paul Rosenberg, defensor de uma linha mais figurativa.

Em novembro de 1918, Picasso perde mais um amigo, Apollinaire, vítima da “gripe espanhola”. Com essa morte, Picasso encerra uma época de Montmartre e Montparnasse.

Em 4 de fevereiro de 1921, nasce seu primeiro filho Pablo. Picasso com 36 anos, estava enriquecendo.

“A partir de 1923, a convivência com Olga entrou em crise. Sua esposa demonstrava mais interesse por trafegar na alta sociedade do que por sua pintura. Para piorar, apesar de Picasso não se encontrar mais com seus amigos antigos, o novo grupo do pintor, formado pelo escritor André Breton e por poetas surrealistas, desagradava-lhe tanto como o anterior”.

 

Marie-Thérèse

Em 1927, Picasso conhece Marie-Thérèse Walter, de 17 anos, um porte atlético, mulher independente e se apaixona pela jovem, vindo a se tornar sua amante. Tentou manter o relacionamento em segredo até que em 1935, nasce em outubro, fruto desse amor proibido Maria Concepcion.

Em 1930, Picasso compra o castelo de Boisgeloup, onde instalou seu ateliê para trabalhar com suas esculturas.

Em 1933, Fernande Olivier, reaparece na vida de Picasso, quando da publicação “Picasso e seus amigos”. Embora Picasso tenha tentado impedir a publicação, tentando evitar maiores complicações com a esposa Olga, isso não foi possível.

Em 1935, Picasso finaliza seu casamento com Olga. Em depressão abandona a pintura e passa a escrever poemas, confessando que: “Foi a pior época da minha vida”.

Guernica – Óleo sobre Tela 351×782,5 cm – 1937 – Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (Espanha)

“Em janeiro de 1937, em razão da Exposição Internacional de Paris, a ser aberta em maio, o governo encomendou a Picasso a concepção de um grande mural para o pavilhão Espanha. Com sua participação no evento, a República espanhola procurava geral um efeito favorável e vital para sua causa. (…) Guernica tem sentido atemporal e constitui alegoria universal contra a guerra”. 

 

Dora Maar

Ainda em 1937, Picasso conhece a fotógrafa croata Dora Maar por intermédio de um amigo Eluard. Apesar de torná-la sua amante, ainda se sentia atraído por Marie Thérèse, sendo que nos anos seguintes seus sentimentos oscilavam entre as duas.

Segunda Guerra Mundial – 1939-1945

Durante esse período da Segunda Guerra Mundial, Picasso sofreu com grandes perdas afetivas. Em janeiro de 1939, morre sua mãe em Barcelona. Perde também no mesmo ano Ambroise Vollard, que o ajudou com o seu caso com Marie Thérèse e sua filha Maya, enquanto realizava o seu divórcio com Olga. Além de perder outros amigos, no ano de 1944, morreu em um campo de concentração Max Jacob.

Em 1944, o seu ateliê em Paris, foi “invadido por soldados americanos que desejavam conhecer o autor de Guernica. 

Françoise Gilot

Em 1945, Picasso passo a viver com Françoise Gilot a qual havia conhecido há dois anos atrás e, a partir de então, se distancia de Marie Thérèse e Dora. Com Gilot nasce o seu segundo filho Claude, em 1947 e a sua segunda filha Paloma, em 1949.

Em todos esses anos continuava sua produção artística. Se era proibido de pintar, escrevia e sempre inquieto em novas descobertas. “Militante do Partido Comunista, participou de vários congressos internacionais pela paz e recebeu o Prêmio Lenin”.

Ainda em 1947, em Vallauris, descobre a cerâmica Madoura e as possibilidades de se criar com ela. Inaugura, assim, uma nova fase criativa.

Genevieve Laporte

No ano de 1953, Picasso conhece uma jovem de 22 anos Genevieve Laporte o que causou o rompimento com Gilot que o abandonou. Após esse fato, distanciado de Gilot e do Partido Comunista, Picasso entra em uma nova fase onde se fechou em si mesmo.

Nesse período, realizou em torno de 180 trabalhos para a Revista Verve. Mas a solidão de Picasso não duraria muito, pois no ano de 1954, outra mulher, Jacqueline Roque, uma jovem divorciada e com uma filha, passou a viver com ele.

 

Jacqueline Roque

Em 1961, Picasso se casa com Jacqueline Roque a qual se torna sua esposa e enfermeira. Jacqueline queria proteger o pintor com 83 anos que”teve de suportar a publicação de Life with Picasso, livro de memórias de Françoise Gilot, lançado em 1964, em que foi retratado com um velho devasso”.

Picasso, sempre produtivo e amante da vida, se mudou para uma casa provençal em Notre-Dame-de-Vie, em Moungis.

Em 8 de abril de 1973, morre Picasso com 91 anos e seu corpo foi sepultado em Vauvenargues.

Enfim, até para fazer um resumo de sua biografia fica um pouco difícil, pois a história desse gênio da pintura, com tanta produtividade e histórias de vida, daria para ter um blog somente sobre ele. Já tive oportunidade de ver algumas obras de Picasso, inclusive a Guernica em Madri, e realmente conhecendo melhor toda a sua história é estar diante do que sua mãe lhe falou e ele mesmo disse: “Queria ser pintor e cheguei a Picasso“.

Tentei visitar o Museu de Picasso  em Paris e, se quiser, veja aqui essa história no que deu: Museu do Pablo Picasso – Paris

Era isso por hoje.

Obrigada por sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

Obs. Se quiser utilizar esse trabalho como referência, fique a vontade. Sou da opinião que qualquer tipo de conhecimento e informações que possam colaborar com alguém, por que não?

 

Referencias:

http://www.arts-museum.ru/data/fonds/europe_and_america/j/1001_2000/7192_Portret_poeta_Sabartesa/index.php?lang=en

https://www.hermitagemuseum.org/wps/portal/hermitage/

Documentário: O Segredo por trás do artista. Direção Yvan Demeulandre, Jéssica Piersanti – disponível no Philos Biografia

Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura – Pablo Picasso, vol. 6 – Coordenação Joan Ricart

Imagens disponíveis na Web.

Evocação – O funeral de Casagemas – 1901