10 doenças femininas para ficar alerta

Oi Gente

O post de hoje tem como objetivo dividir aqui com você 10 doenças a que nós mulheres estamos mais propensas. São informações básicas, apenas para que possamos ficar atentas a respeito.

Aproveitando o mês de outubro, do outubro rosa, que nos chama atenção sobre a prevenção do câncer de mama, onde as campanhas chamam a atenção principalmente para a saúde das mulheres,  vale lembrar que devemos pensar, também, em algumas outras que nos diz respeito.

As mulheres, hoje em dia, sobrecarregadas com tantas tarefas, acabam se esquecendo de se observar. É comum, as vezes, cuidarem da saúde dos outros se esquecendo da sua própria.

Vale lembrar, ainda, quem melhor pode  falar do que está sentindo é você mesma. Sendo assim, qualquer sintoma ou algo diferente que observar em seu organismo, não demore e nem espere pelos outros para procurar um médico.

 

 

1 – CÂNCER DE MAMA

 

De acordo com O Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, a chance de uma mulher ter câncer, de acordo com a idade:

  • aos 30 anos – 1 em 2.212
  • aos 40 anos – 1 em 235
  • aos 50 anos – 1 em 54
  • aos 60 anos – 1 em 23
  • aos 70 anos – 1 em 14
  • aos 80 anos – 1 em 10
  • acima dos 80 anos – 1 em 8

Vale lembrar que sem tem os casos que fogem a regra. Escutei rapidamente uma notícia ontem na televisão, que o SUS que hoje só libera a tomografia após os 50, estará revendo também a partir dos 40 anos.

“Os nódulos nos seios são o primeiro sintoma de câncer de mama e estão presentes em 60% dos casos da doença. Mas, paradoxalmente, 95% dos nódulos são alterações benignas e não apresentam riscos”. 

O melhor exame para detectar o câncer de mama é a mamografia, pois detecta microcalcificações malígnas não palpáveis, “mas estão sendo desenvolvidos exames que poderão ser feitos através da lágrima e da saliva”. 

Entre 5% a 10% de um grupo de mulheres que apresentam câncer de mama estão relacionados a genética para desenvolver o câncer. 80% não tiveram câncer na família.

O tratamento com quimioterapia são realizados nos tumores maiores, antes de qualquer outra intervenção, com objetivo de diminuir o tamanho.

A retirada total da mama (mastectomia) geralmente é indicado ao câncer extremamente agressivo ou em casos onde há mais focos da doença.

Em casos de mastectomia, a reconstrução da mama poderá ser feita no mesmo procedimento cirúrgico.

Estar atenta para qualquer sinal diferente em suas mamas é o melhor que possa se fazer e procurar o mais rápido possível o médico da área, tudo que se detecta no início, há a grande probabilidade de cura. 

Fiz um post aqui sobre um trabalho que escrevi a respeito da influência dos sintomas psicológicos no diagnóstico do câncer. No artigo mostra inclusive uma pesquisa sobre o assunto com mulheres que desenvolveram o câncer de mama. Caso queiram ler, fiquem a vontade: 

A influência dos sintomas psicológicos no diagnóstico do câncer

2 – CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

  • 90% dos casos de câncer de colo do útero, o responsável é o HPV, papilomavírus, contraído através das relações sexuais;
  • quando descoberto no início, esse tipo de câncer, apresenta a probabilidade de chances de cura em 80% dos casos;
  • o câncer de mama ainda é o primeiro da lista mais comum nas mulheres, seguido do câncer de pele e o câncer de colo do útero está em terceiro lugar como o tumor mais comum nas mulheres;
  • a noticia boa é que já existem vacinas que podem prevenir a contaminação de alguns tipos de HPV, basta se informar nos postos de saúde;
  • o exame de papanicolau, criado pelo médico grego George Papanicolau, em 1940, e deve ser realizado periodicamente, tem por finalidade detectar alterações nas células do útero. Esse exame permite descobrir o vírus e assim, poder tratar as lesões que ele possa provocar, evitando que se transforme em uma doença maligna.

3 – CISTITE

 

-“É qualquer doença inflamatória ou infecciosa na bexiga. As que mais atingem as mulheres são provocadas por germes e bactérias do trato intestinal, como a Escherichia coli, que se encontra nas fezes”;

– Problemas na bexiga, como a inflamação, é dez vezes mais frequentes nas mulheres do que nos homens;

– A cistite não tratada corretamente poderá afetar os rins (uma em cada cinco poderá levar a isso);

– Uma das causas mais frequentes da infecção urinária, que provoca a inflamação da bexiga, é a limpeza inadequada após a evacuação, fazendo com que as bactérias do intestino possam migrar para a uretra;

-beber água da forma correta, que ajuda a limpar a bexiga, pode ser uma das melhores atitudes preventivas contra a cistite.

Você sabia que as mulheres fazem mais xixi do que os homens? Sabe por que? Porque a bexiga deles é maior. Enquanto a capacidade da bexiga da mulher varia entre 350 ml a 1/2 litro, a dos homens comporta entre 500 e 650 ml. 

Aproveite a informação para você mulher avisar aos seus homens a respeito disso para não reclamar das vezes que precisam ir ao banheiro, principalmente quando em viagem kkk e se você, homem que está visitando pro aqui, nada melhor de ter conhecimento sobre o organismo da sua mulher para poder respeitar e colaborar com a saúde dela, como, geralmente, elas colaboram com a de vocês. Ser companheiro sempre um do outro, isso faz parte do amor.

4 – ENDOMETRIOSE

 

15% de mulheres, ainda em idade fértil, apresentam problemas de endometriose (presença de endométrio – o tecido que reveste internamente o útero – em outros lugares como as trompas de falópio e ovário.

Os sintomas são desagradáveis, geralmente apresentando cólicas menstruais intensas, dor na relação sexual e ainda, dificuldade para engravidar. Embora a causa não é totalmente conhecida, a comunidade médica tem associado a endometriose ao estresse.

5 – MIOMA

O mioma é um tipo de tumor benigno que aparece no útero. 1/3 das mulheres em idade produtiva adulta podem apresentar mioma.

O mioma é responsável, para se ter uma ideia, por 90% das cirurgias de retirada de útero e ele também pode causar infertilidade.

Os miomas podem, em 10% das portadores, crescer e causar hemorragias intensas levando a paciente a apresentar anemia. Em alguns casos, podem pressionar os órgão vizinhos aumentando a vontade de urinar.

“Há três tipos de miomas e todos eles são estimulados pelo hormônio estradiol, um tipo de estrogênio: os intramurais, que crescem dentro do músculo; os submucosos; que se expandem pela cavidade uterina; e os pediculados, que se desenvolvem para fora do útero”.

Há uma tendência a reduzir o mioma ou até mesmo desaparecer na menopausa, devido a redução dos hormônios. As suas causas ainda são desconhecidas e, em muitas mulheres, eles são assintomáticos.

 

6 – A FIBROMIALGIA

 

A Fibromialgia é uma síndrome que se apresenta com dor em diversos locais do corpo. Geralmente, o paciente não consegue definir bem se dói mais os músculos ou as articulações. Também surgem outros sintomas como a fadiga, a pessoa dorme mas reclama que acordou cansada, como se o sono não fosse reparador, ansiedade, formigamento, tontura, dor de cabeça, para citar alguns. A sensibilidade ao toque no corpo fica aumentada.

Para se ter uma idéia, aqui no Brasil, ela está presente em torno de 2 a 3 por cento da população, atingindo mais as mulheres, em torno de 90%, do que os homens. A faixa de idade, geralmente, onde mais aparecem esses casos, está entre os 30 e 55 anos.

De acordo com a reumatologista Ana Luísa Berti Guimarães Sella, quanto a causa: “Não existe ainda uma causa definida, mas há algumas pistas de porque as pessoas têm fibromialgia. (…) Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia interpretasse de forma exagerada os estímulos, ativando todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. A fibromialgia também pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. A dor pode se iniciar de forma localizada e evoluir para uma dor generalizada. Mesmo não sabendo a causa exata, sabemos que algumas situações provocam piora das dores em quem tem Fibromialgia. Alguns exemplos: excesso de esforço físico, estresse emocional, alguma infecção, exposição ao frio, sono ruim ou trauma”.  

7 – DISFUNÇÕES DA TIREOIDE

A Tireóide é uma glândula responsável por regular o metabolismo geral do organismo. Quando os hormônios T3 e T4 são produzidos em menor ou maior quantidade, todos os orgãos acabam sofrendo as consequências.

Você já deve ter escutado alguma história de alguma pessoa que começa a apresentar vários sintomas e depois de realizar vários exames, acaba descobrindo que o problema estava na tireóide. 

O hipotireoidismo, ou doença de Hashimoto, faz com que o organismo produza anticorpos contra a própria tireoide, e ela desacelera seu funcionamento, o que pode gerar cansaço, batimentos cardíacos lentos e aumento de peso. Já o hipertiroidismo, ou doença de Graves, se caracteriza por um anticorpo que estimula a produção excessiva de hormônios, podendo gerar ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca e perda de peso.

Nas mulheres a partir de 35 anos, as disfunções da tireoide são mais comuns.

 

8 – ENXAQUECA

A cada 10 mulheres, 3 delas comentam já ter sofrido de enxaqueca.

É uma dor de cabeça diferente, pulsátil ou latejante, podendo ser em dos lados da cabeça, na têmpora e na fronte.

Pode aparecer de 2 a 4 vezes por mês e a crise tem duração de 4 a 72 horas.

Poderá estar relacionada à alimentos, odores, bebidas e oscilações hormonais. O fato de pular refeições pode estar associada ao desencadeamento da enxaqueca.

 

9 – OSTEOPOROSE

 

Após a menopausa, há uma estimativa de que 30% das mulheres poderão ter os primeiros sintomas da osteoporose.

É uma doença que tem como característica a diminuição da massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e com o maior risco de fratura.

Geralmente, a perda óssea se dá a partir dos 40 anos e nas mulheres está associada a diminuição dos hormônios femininos, por isso a maior atenção após a menopausa.

É interessante na prevenção fazer exercícios físicos constantes, bem como consumir vegetais verdes, leite e derivados, além de banhos de sol para melhor fixar a vitamina D.

Ainda hoje, escutei de um médico, que as “gordinhas” tem menos propensão a ter osteoporose. Fiquei até pensando a respeito, pois foi a única coisa que escutei de menos ruim sobre o fato de ser gordinha. Será???

 

10 – VARIZES

As varizes são veias dilatadas podendo ser de pequeno, médio e grande calibres e que desenvolvem na superfície da pele.

Na população adulta, 18% apresenta problema de varizes, sendo que 2/3 são mulheres.

Na gestação, nas terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais podem aumentar o aparecimento de varizes.

As injeções utilizadas nos vasos para secarem as varizes é considerado o mais antigo dos tratamentos de varizes. 

O uso excessivo de salto alto, muito sobrecargas nas pernas, podem colaborar para o surgimento das varizes. Os exercícios físicos, desde bem direcionado, podem atenuar o problema.

Enfim gente, o post só teve como objetivo chamar a atenção de 10 doenças as quais as mulheres estão mais sujeitas. Algumas informações rápidas, apenas para se ter uma idéia e poder fazer com que possamos pensar mais um pouco sobre a saúde de nós mulheres.

As imagens foram retiradas da web, a maioria das informações está na referência do livro abaixo. Lembrando sempre que os profissionais de saúde, especialistas de cada área aqui citada, sem dúvida alguma, são aqueles que poderão te orientar ao melhor tratamento.

Quem sabe aproveitamos o mês de outubro, e as campanhas sobre o câncer de mama, para transformar esse mês em um momento, onde possamos refletir mais sobre a saúde da mulher de uma forma geral. 

 

Era isso por hoje.

Obrigada pela sua visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço com muita saúde a todos.

 

Referência:

CASTRO, I.  e DUARTE, M. – O guia das curiosas- Panda Books, São Paulo, 2008 -580 pp.