A tradicional Feira de Artesanato do Largo da Ordem em Curitiba

Oi Gente

O post de hoje traz aqui para você um pouco sobre a famosa feira do Largo da Ordem da cidade de Curitiba, Capital do Paraná. Ir a feira do Largo da Ordem nos domingos, é um lugar de passeio dos curitibanos, bem como um ponto turístico da cidade. 

Estive lá, no mês de junho de 2017, onde estava também acontecendo uma exposição de carros antigos, e trago para você o que vi por lá com algumas fotos…

A feira de artesanato do Largo da Ordem de Curitiba, no Paraná, é um passeio imperdível nos domingos de manhã. É gente, ela só está lá no domingo no horário das 9h00 as 14h00. 

Um passeio onde os curitibanos gostam de estar com suas famílias nos domingos de manhã. Não somente os curitibanos, mas os turistas e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais a Cidade de Curitiba, pois essa famosa feira de artesanato já faz parte da tradição da cidade.

O Lago da Ordem é onde está o centro histórico da cidade de Curitiba, “desde 1917 o nome oficial é Largo Coronel Enéas, em homenagem ao coronel Benedito Enéas de Paula. No século 18, chamava-se Páteo de Nossa Senhora do Terço. Posteriormente, passou a se chamar Páteo de São Francisco das Chagas. Hoje, apesar de seu nome oficial, todos conhecem como o Largo da Ordem”. http://www.curitiba-parana.net/patrimonio/largo-ordem.htm

Não tem como não chamar a atenção as pinturas que tem por lá. Acabei comprando esses quadrinhos abaixo de um artista plástico pernambucano, que achei uma graça. Quando você tem a oportunidade de comprar algum objeto e conhecer quem o produziu, ele passa a ter outro valor. Ali você faz um contato, conversa um pouco sobre a pessoa e essa peça artesanal vem para você com sentido diferente, por marcar um momento, uma história durante a sua aquisição.

As fotos estão grandes para que possa aparecer o trabalho do Artista Plástico, mas o tamanho dos quadrinhos, na realidade, são bem pequenos,  mini-quadros de 10×15 cm, os quais, após receberem suas molduras, ficarão ali para marcar mais essa viagem e passeio na Feira do Largo de Curitiba,  acompanhada pela minha amiga Ana, que me levou andar por vários cantos de Curitiba.

 

 

Embora eu não seja torcedora do Galo (Atlético Mineiro), gosto muito de pinturas e outros tipos de arte com eles. Vou deixar aqui também a foto do cartão do artista plástico, caso alguém se interesse é só entrar em contato. ok?

É bem legal você ter em sua casa peças de lembranças de viagem que um amigo lhe deu, ou mesmo de um presente de amigo secreto, natal, aniversário. É interessante como ao olhar para o objeto, vem junto a ele a lembrança da pessoa e/ou do momento em que ele chegou até as suas mãos. Curto bastante isso. As vezes, são peças que nem estão ali para combinar ou não com uma decoração, mas que para a pessoa tem um valor que só cabe a ela dizer, não é mesmo?

Independente da idade, seja idoso, adulto, jovem e/ou criança, temos que respeitar o fato do que é representativo ou não para cada um, pois cada objeto traz consigo valores nem sempre monetários, mais também valores com significados os mais diferentes possíveis e, cada um, sabe sobre esse real valor.

O legal de passear por essas feiras é poder observar as pessoas, escutar sobre os trabalhos desenvolvidos, valorizar o trabalho de cada um, pois a gente sabe que o artista e o artesão sempre os produzem com muita dedicação e colocam ali amor a sua produção. E, muitas vezes, não é somente o valor comercial do produto, mas o reconhecimento e valorização do seu trabalho.

O legal de ir a espaços como esse é poder observar e andar com tranquilidade, podendo apreciar as belezas que cada ser humano pode transmitir a partir de seu trabalho, de sua arte, de sua produção. Não se trata somente de aquisição de produtos, o mais legal é o que está por traz de cada ser humano que se encontra por ali. Amo tudo isso.

Um pouco da história dessa feira

Na realidade o início dessa feira se deu lá pelos anos de 1973 e 1974, quando a comunidade hippie da época sem muita organização se juntavam nesse espaço para comercializar os seus produtos artesanais. “Em 1974, a Feirinha no Largo da Ordem tinha como atividade principal o escambo, ou a venda de objetos de segunda mão. Neste local, os meninos da cidade trocavam seus gibis, o que é difícil de ver hoje em dia, mas a feirinha continua sendo o local ideal até mesmo para quem quer melhorar coleções de selos, moedas e realizar trocas.” http://guiaturismocuritiba.com/2010/10/feira-do-largo-da-ordem.html

A feira do Largo da Ordem foi sendo construída com a união de várias pequenas feiras que aconteciam em diferentes pontos da cidade de Curitiba.  “A feira foi se construindo fruto da união de várias feiras que ocorriam em diversos pontos do centro da cidade, como por exemplo, a Feira da Praça Zacarias, a Feira da Praça Tiradentes, o Mercado das Pulgas no Lardo, entre outras.”. 

No ano de 1971, nas manhãs de domingo, eram realizadas as atividades do Mercado das Pulgas, onde se podia trocar ou vender mercadorias antigas, tais como gibis, moedas, selos e demais produtos, proporcionando também aos frequentadores um local de encontros que foram ao longo do tempo se consolidando. Mas, em 1974 o Mercado das Pulgas passa então a ser denominado como Mercado Popular e, nesse momento, já começa a aparecer também os produtos eletrônicos.

“Junto ao Mercado das Pulgas nas manhãs de domingo, também era realizado a Feira de Arte e Artesanato na Praça Garibaldi, anexo ao Largo da Ordem, onde esta se apresentava nos moldes da feira que realizava-se aos sábados na Praça Zacarias, isto visto que muitos dos artesãos que expunham aos sábados na Feira Hippie, aos domingos migravam para a Praça Garibaldi, ficando assim também conhecida como Feira Popular. Além da exposição de diversos produtos como antiguidades, produtos artesanais entre outros, nas feiras de domingo (Mercado das Pulgas e Arte e Artesanato) havia apresentações artísticas, entre elas um grupo de seresta”.

E assim, o Largo da Ordem continua sendo um espaço onde a história de Curitiba vem sendo construída. A importância dessa feira para a cidade e sua construção, pode-se dizer que faz parte um pouco da história de vida de muitos cidadãos e seus antepassados de Curitiba.

Gente essa foto eu tirei de um muro, próximo a feira. Achei incrível como esse poeta soube retratar nas suas palavras o que podemos transportar para a arte de viver. A profundidade dessas palavras sábias, onde ter a cada dia que cavar um espaço, ser resistente e forte como um tijolo, porém com a fragilidade de um ser humano.

A exposição dos Carros Antigos

Sinceramente, não tivemos tempo para andar a feira toda, mas logo no início nos deparamos com a exposição de vários carros antigos e acabei tirando mais fotos deles do que da própria feira.

Olha gente de carro não entendo nada, mas adoro esses antigos e bem conservados. Achei uma graça e fico pensando em quantas pessoas usufruíram do mesmo e quanta história cada um deles teriam para falar e contar, caso fossem humanos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Pensando um pouco sobre a feira e no que vi lá nesse passeio, percebe-se algo de interessante no sentido de que o artesanato, de certa forma, nos remete a tempos de menos correria e da importância da execução de trabalhos pelo homem, dentro do seu tempo de execução necessário para a elaboração criativa do seu projeto.

A industrialização, de certa forma, veio tirar aquela relação de fazer uma obra, ou um produto onde o sujeito possa ver o inicio, o meio e o fim de seu trabalho e não apenas fazendo uma etapa de cada produto, onde o homem, como já dizia Charles Chaplin acaba sendo comparado a uma máquina e não a uma pessoa. Talvez, ao apreciar feiras como essas de produtos artesanais, possa ser uma forma de nos remeter a outras épocas onde os produtos eram produzidos de uma forma menos mecanizada, valorizando mais a habilidade e criação daqueles que se propunham a executá-los, ou seja dando o valor ao artesão diante de sua obra.

 

 

 

 

Se for a feira vale a pena conferir essas peças lindas de porcelana, pintadas a mão. Sou suspeita de falar, pois adoro essa técnica de pintura na porcelana branca.

Essa técnica de pintura, conhecida como cebolinha (em alemão Zwiebelmuster), dos quais já tive o prazer de aprender a pintar.  São feitos com um tipo de caneta com uma pena de aço bem fininha na ponta,  onde você vai realizando os desenhos, com a tinha em porcelana na cor cobalto  (que primeiramente está em pó) e você dissolve no óleo de copaíba, ficando parecida com a consistência de uma pasta de dente. Usa-se também a  terebentina, como forma de deixar essa pasta mais liquida e facilitar o trabalho. Você vai canetando a peça e após preenche o que se quer com a tinta azul. Geralmente pode-se usar duas tonalidades da cor azul.

Adoro fazer essa técnica, embora se exija tempo e paciência. Após a pintura da peça, leva-se ao forno, próprio para queima de porcelanas, e pronto está lá sua peça branca pintada em tons de azuis lindos.

 

 

Sinceramente, não demos conta de andar por toda a feira, até porque teríamos que ter chegado mais cedo. E aí chega a hora do almoço, a canseira vai pegando a gente e é hora de dar um descanso e resolver onde faríamos a nossa refeição. Estava nos planos de almoçar no Madalosso, mas em um domingo, onde o movimento por lá é grande, resolvemos almoçar por ali mesmo em um restaurante que fica no Solar do Rosário.

 

O Solar do Rosário

foto do google.

O Solar do Rosário, atualmente, é   um espaço particular onde se promove a arte e cultura e que oferece também um lugar para se tomar café, bem como um restaurante, no estilo por quilo, com sobremesas gostosas. Além de poder realizar sua refeição em um ambiente tranquilo, você poderá também reservar um tempinho para ver as exposições em sua Galeria de Arte, descansar um pouco em um jardim acolhedor atrás do Solar.

O Solar do Rosário fica bem ao lado da Igreja do Largo da Ordem, onde já trouxe um pouco sobre ela aqui no blog nesse post: Curitiba – o que vi em um dia por lá.

Não posso trazer aqui para você o que tive a oportunidade de ver lá na Galeria de Arte, porque não é permitido fotografar. As fotos aqui foram tiradas do lado de fora do Solar. ok?

O Solar do Rosário se destaca nesse centro histórico de Curitiba, pois já foi uma das mansões das antigas construções de Curitiba. É uma casa assobradada “de arquitetura eclética porque, como em todas as casas senhoriais do fim do século XIX, havia uma mistura de estilos: colonial português, francês, alemão, acrescido de características neoclássicas como o frontão com suas volutas curvas, janelas e sacadas. Síntese de estilos que retrata o espírito da terra paranaense: acolhedora de todas as etnias, terra de todas as gentes”.

Achei muito linda essa mesa em mosaico, com um colorido que é capaz de alegrar qualquer ambiente. Ela está lá, ao lado de fora do Solar do Rosário, como convidando você para um passeio por aquele espaço.

O Solar do Rosário de propriedade de Regina e João Casillo é uma iniciativa privada em forma associativa que abriga um espaço particular vivo e atuante de arte e cultura. Inaugurado em maio de 1992 (…) Abre suas portas todos os dias e também aos sábados e domingos. Promove viagens culturais, cede seus espaços para lançamento de livros e eventos de arte, música, teatro, performances e arte educação”.

Enfim gente, embora já estive ido nessa feira em outras oportunidades, confesso que gostei do que vi e fico feliz que ela esteja lá fazendo parte da história de Curitiba e oferecendo a quem vá até lá um lugar descontraído, público e agradável para uma manhã de domingo em Curitiba.

Era isso por hoje.

Obrigada pela visita. Você é sempre bem vindo(a) por aqui.

Um abraço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontrei esse site aqui, onde você poderá ter uma ideia dos produtos que são comercializados nessa feira.

http://www.feiradolargo.com.br/

http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero_10/PDF/ORIGEM_FEIRA_EduardoBonzatto.pdf

http://solardorosario.com.br/