Quem foi Michael Balint na psicanálise?

Oi gente

O post de hoje traz aqui para você um pouco sobre Michael Balint. Ele e sua terceira esposa Enid são os fundadores dos grupos Balint. Saiba um pouco por aqui…

Biografia

O seu verdadeiro nome de nascimento era Mihaldy Bergsmann, nascido em Budapeste no ano de 1896. Seu pai era um médico judeu que exercia a sua função como clínico geral, em um consultório no subúrbio da cidade, que se mostrava insatisfeito com a profissão uma vez que nunca chegou a especializar-se. Foi muito amado pela sua mãe, uma mulher simples e inteligente.

A mudança de seu nome se deu devido a um movimento da época, como havia acontecido também no final do século XVIII, quando judeus trocaram seus nomes por sobrenomes alemães. Na sua época, século XIX os sobrenomes alemães eram trocados por sobrenomes húngaros. Assim o nome Mihaldy Bergsmann passou a ser Michael Balint.

Balint, sempre fora um leitor implacável e um estudante brilhante, se formou, além da medicina, na área de neuropsiquiatria, também diplomou-se em filosofia, física, química e biologia. 

No período de seus estudos, conheceu Alice que foi sua primeira esposa, filha de Vilma Kovács, que era aluna de Ferenczi e também psicanalista. Balint durante seus anos de estudos já frequentava cursos de psicanálise, proferidos por Firenczi e, após a conclusão de seu curso de medicina e seu casamento, iniciou no Instituto de Psicanálise, em Berlim  sua formação psicanalítica. Teve como seu analista H. Sachs e como seu supervisor M. Eitingon.

Após dois anos de análise, considerando-a mais “uma experiência de ensino, até mesmo uma doutrinação”, resolve, em 1924, retornar para Budapeste e se analisar com Ferenczi. Em Budapeste se tornou membro de destaque na Sociedade Húngara de Psicanálise, tendo uma participação importante na criação da Policlínica Psicanalítica que era considerada a maior da Europa naquele momento.

Em 1939, cinco anos após a morte de Firenczi, Balint vai para Manchester com sua esposa Alice e um filho e lá, como imigrante, voltou a se dedicar a carreira da medicina e enfrentou a dor de perder vários membros de sua família: Alice (1898-1939) sua esposa e também sua sogra Wilma Kovacs que era muito apegado. As duas morreram no mesmo ano.

Passado alguns anos casou-se com uma ex-aluna Edna Oakeshott, que se tornou também psicanalista. Estabelecido em Londres começa a trabalhar na Tavistock Clinic, onde conhece várias estrelas da psicanálise inglesa e onde conheceu, ainda,  sua terceira esposa Enid Albu-Eichholtz que foi analisada por Winnicott.

Enid Albu-Eichholtz

 Foi Enid que apresentou a Michael Balint um nova técnica sobre estudos de casos, “que ela usou na formação de assistentes sociais e psicólogos. Entre 1949 e 1954 desenvolveram o conceito de “grupo Balint”, um método de treinamento para praticantes.  Nesses grupos, os médicos discutem (sob a direção de um analista) relatos de casos de sua prática e trabalham através da transferência e contra-transferência no relacionamento médico-paciente.

“Os grupos Balint, permitiram extender a técnica psicoanalítica a uma melhor compreensão das relações entre médico e paciente, sobre todo o terreno hospitalar, nos serviços de pediatria e medicina em geral. Também contribuiram para a humanização das duas disciplinas.”

Em 1954, Balint foi o primeiro estrangeiro a ser convidado pela Sociedade Francesa de Psicanálise (SFP) e, nessa oportunidade conheceu Raimbault, uma aluna de Jenny Aubry que era membro da Escola Freudiana de Paris (EFP), o qual introduziu a prática dos grupos de Balint no Hospital de crianças enfermas em 1965.

Referências:

Balint.co.UK

https://teoriaspsicologicas2.files.wordpress.com/2013/02/michael-balint.pdf